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Estrutura que protege radiação de usina em Chernobyl corre risco de colapso

Compartilhe:     |  10 de agosto de 2019

Ocorrido em 26 de abril de 1986, o acidente da Usina Nuclear de Chernobyl é considerado um dos piores desastres nucleares da história mundial. Menos de dois meses depois, cerca de 600 mil trabalhadores soviéticos construíram um “sarcófago” para evitar a exposição de materiais radioativos como urânio e plutônio. Mas agora, segundo a empresa responsável pela obra, a estrutura está prestes a entrar em colapso.

O acidente aconteceu quando o núcleo do reator nuclear mº4 foi aberto durante um teste de segurança de rotina, enviando material radioativo para o ar. A explosão e os incêndios subsequentes liberaram contaminação generalizada na região. Para evitar que a radiação se espalhasse ainda mais, o sarcófago foi erguido. O processo expôs muitos trabalhadores a níveis radioativos perigosos, e pelo menos 31 morreram de doenças causadas pela radiação.

Com 400 mil metros cúbicos de concreto, a cobertura foi projetada para ser resistente, mas a radiação deixou a estrutura abalada. A empresa ucraniana que administra a fábrica de Chernobyl, a SSE Chernobyl NPP, afirmou em uma declaração que avaliações técnicas revelaram que o sarcófago tem uma probabilidade “muito alta” de colapso.

No dia 29 de julho deste ano, foi assinado um contrato de US$ 78 milhões com uma construtora para desmontar a cobertura até 2023. Trabalhadores terão que reforçar o sarcófago enquanto suas partes são desmontadas com a ajuda de guindastes robóticos. As peças serão limpas e enviadas para reciclagem ou descarte.

Assim que o sarcófago for desconstruído, será preciso limpar o lixo radioativo que ainda permanece no reator nº 4. O processo envolverá a aspiração de partículas radioativas e a limpeza da mistura de “lava” que se formou quando os soviéticos despejaram areia, chumbo e boro no reator ainda em chamas.

A radiação liberada provavelmente não irá para a atmosfera. Isso porque, nos últimos nove anos, uma concha de 32 mil toneladas está redor do sarcófago: estrutura conhecida como New Safe Confinement deve manter a área confinada por mais um século, dando tempo o suficiente para remediar o local.



Fonte: Revista Galileu



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