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Estudo alerta: ”cheiro de carro novo” pode ser prejudicial à saúde

Compartilhe:     |  24 de fevereiro de 2021
Norte-americanos alertam para o risco de substâncias presentes na cabine dos carros

Quem não gosta de abrir a porta de um automóvel 0 km e sentir aquele famoso “cheiro de carro novo”, não é mesmo? Pois é, só que um novo estudo realizado nos EUA sugere que o famoso aroma está longe de representar apenas um sonho realizado.

Uma pesquisa da Universidade de Califórnia (Riverside) conduzida por Aalekhya Reddam e David Volz aponta que a exposição de motorista e passageiros a determinadas substâncias no interior de carros novos pode ir além de níveis considerados seguros.

Isso ocorre porque o famoso “cheiro de carro novo” nada mais é do que uma combinação de elementos químicos, em grande parte benzeno e formaldeído, que estão presentes em alguns componentes da cabine dos veículos. Com o tempo, esses elementos evaporam e conferem o odor característico ao habitáculo dos automóveis recém-produzidos.

O problema é que o benzeno e o formaldeído são conhecidos elementos carcinogênicos e autoridades da Califórnia apontam que uma exposição maior do que 20 minutos a esses dois químicos torna-se perigoso. Segundo o estudo, residentes nas cidades de São Francisco e Los Angeles, por exemplo, têm chance 10% maior de desenvolver câncer ligado à exposição a benzeno e formaldeído do que outros públicos exatamente pelo tempo que permanecem no carro em seus deslocamentos.

O estudo de Reddam e Volz sugere que a indústria automotiva poderia selecionar materiais para o interior dos automóveis com uma concentração menor dos dois químicos. Enquanto isso não ocorre, talvez uma boa sugestão seria manter os vidros do carro abertos enquanto você se desloca em seu carro ainda com o “cheiro de novo”.

Na medida em que os químicos se dissiparem, o ambiente deverá se tornar menos nocivo. A pesquisa salienta que, apesar dos dois químicos serem classificados como cancerígenos, não necessariamente a exposição a algum deles fará mal para todas as pessoas, uma vez que deve ser levado em consideração o tempo de exposição, a dosagem e a frequência para saber quais serão os impactos à saúde. De qualquer forma, não custa tomar algumas precauções.

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Presença de benzeno e formaldeído em algumas peças do interior pode ser prejudicial à saúde
Imagem: Divulgação


Fonte: Autoo - César Tizo



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