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Estudo analisa duas décadas de plantio de milho transgênico

Compartilhe:     |  14 de maio de 2018

Um grupo de pesquisadores italianos revisou mais de 6.000 estudos científicos publicados nos últimos 21 anos sobre o plantio de milho transgênico, o que é conhecido como “meta-análise”, uma análise cumulativa que permite aos pesquisadores tirar conclusões mais expansivas e mais robustas que as que poderiam ser tiradas de um único estudo.

O resultado foi publicado na revista Scientific Reports e mostrou que as variedades de milho geneticamente modificados aumentaram o rendimento de culturas em todo o mundo de 5,6% a 24,5% quando comparadas às variedades convencionais.

Eles também descobriram que as culturas de milho transgênico tinham significativamente menos micotoxinas, substâncias químicas tóxicas produzidas por fungos (até 36,5% menos, dependendo da espécie).

É certo que ainda existe, por uma variedade de razões pouco científicas, uma preocupação em torno dos efeitos de transgênicos na saúde humana. Esta análise confirma que não só o milho transgênico não representa riscos para a saúde humana, mas também que ele realmente podem ter um impacto substancial positivo sobre ela.

Isso porque as micotoxinas são tóxicas e carcinogênicas para humanos e animais. A substância muitas vezes é removida pela limpeza pós-colheita, mas o risco ainda existe, mesmo que os fungos não estejam visualmente perceptíveis.

O milho transgênico tem substancialmente menos micotoxinas porque as plantas são modificadas para sofrer menos danos por ataque de insetos-praga, o que enfraquece o sistema imunológico das plantas e as tornam mais suscetíveis ao desenvolvimento dos fungos.

Em sua análise, os pesquisadores afirmaram que este estudo nos permite “tirar conclusões inequívocas, ajudando a aumentar a confiança pública nos alimentos produzidos com plantas geneticamente modificadas”.

A íntegra do artigo pode ser consultado, em inglês, no https://www.nature.com/articles/s41598-018-21284-2



Fonte: Revista Neo Mundo



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