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Estudo comprova que capim zuri se adapta a solos encharcados

Compartilhe:     |  13 de fevereiro de 2021

Um tipo de capim, chamado de zuri, desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), tem se mostrado benéfico e vantajoso. Dentre os benefícios estão a alta tolerância ao encharcamento do solo, comum na Região Amazônica, ajuda a acelerar o ciclo de produção da pecuária, além de ser de fácil manejo e mais resistente a pragas.

O pesquisador da Embrapa Maurício Soares usou a propriedade rural dele para testar o tipo de capim.

Capim zuri se adapta a solos encharcados e pode acelerar o ciclo de produção da pecuária — Foto: Reprodução

Na propriedade de Soares foram plantados 14 hectares do capim zuri. “Quando você reforma uma pastagem degradada você está aumentando o aporte de matéria orgânica no solo e, junto com essa matéria orgânica, você está fixando carbono. Então, uma pastagem reformada como essa aqui incorpora carbono no solo, fixa carbono no solo, retira da atmosfera, e ajuda a controlar as mudanças climáticas’, explica.

O pesquisador diz ainda que com o capim de qualidade o pecuarista também vai poder aumentar o número de animais por hectares e reduzir o tempo de engorda para abate, por exemplo.

“É um capim fácil de estabelecer, tem alta qualidade, produz muita massa, ele só precisa de um manejo bem feito, de preferência um pastejo rotacionado, a área tem que ser dividida em pelo menos quatro piquetes e é preciso fazer uma rotação desses piquetes. Essa é uma exigência desse capim para que ele possa continuar produtivo ao longo do tempo”, complementa.

Além de investir no capim zuri, o pesquisador Maurício Soares também optou pelo uso da técnica do plantio direto — Foto: Reprodução

Estiagem

Além dos períodos de chuva em que o solo fica encharcado, os pecuaristas também enfrentam o período de estiagem. Por isso, nessa área, além de investir no capim zuri, o pesquisador também optou pelo uso da técnica do plantio direto.

“Qual que é a diferença? Ao invés de fazer o preparo convencional com grade que você desestrutura o solo e expõe o solo à erosão, você faz uma dessecação com herbicida, então, transforma aquela vegetação anterior em palhada, em uma palha, e, então, você faz o plantio sobre a palhada”, acrescenta.

O especialista explica ainda que essa palhada ajuda a controlar as plantas daninhas. “Você faz a pastagem com custo igual ou até 15% menor do que no plantio convencional, mas, com uma condição muito boa que vai dar uma sobrevida muito grande à essa pastagem.”

A técnica do plantio direto é geralmente usada na agricultura, mas pode ser aplicada na pecuária para que a pastagem seja reformada durante todo o período seco do ano.

“No plantio convencional, você tem que, durante a seca, quando você está mais precisando de pasto, você tem que tirar os animais dessa área e fazer o preparo de solo com grade. Então, isso é um ponto positivo do plantio direto que você pode utilizar a pastagem, fazer um processo mais curto, e essa pastagem fica vedada para ser reformada”, fala.

Outro ponto positivo da técnica do plantio direto é que o solo não fica desestruturado e o pasto não forma lama — Foto: Reprodução

Solo menos encharcado

Soares diz que após quase dois meses, finalmente é o momento de deixar o gado pastar no plantio de capim zuri. Outro ponto positivo da técnica do plantio direto é que o solo não fica desestruturado e o pasto não forma lama.

“Ele [capim] segura a umidade, mas o solo não está desestruturado, então, o gado vai entrar para o pastejo e eu não vou ter formação de lama, que é um problema que a gente tem aqui no Acre na hora de colocar o gado. Esse é outro benefício do plantio direto”, finaliza.



Fonte: Ambiente Brasil - G1



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