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Estudo destaca aumento em atividade de energias renováveis

Compartilhe:     |  31 de outubro de 2014

China, Brasil e África do Sul apresentam grande diversidade em oportunidades para investimentos em energia renovável

Segundo Climascopio 2014, um estudo-referência lançado em 29 de outubro, países em desenvolvimento detêm uma porção importante e cada vez maior dos investimentos em energia renovável a nível global. Os resultados sugerem que tecnologias renováveis podem ser tão competitivas em partes emergentes do mundo quanto em nações mais ricas.

Climascopio, uma análise país-a-país, relatório interativo e índice, oferece o panorama mais completo até hoje sobre energia renovável em 55 mercados emergentes na África, Ásia, América Latina e Caribe. As conclusões mostram que a capacidade instalada de energias renováveis adicionadas nesses países cresceu de forma mais rápida do que em países desenvolvidos, adicionando mais que o dobro de capacidade nos últimos cinco anos e totalizando 142 GW (mais do que a capacidade instalada total da França).

As principais conclusões do Climascopio incluem:

•    10 primeiros colocados: China, Brasil, África do Sul, Índia, Chile, Uruguai, Quênia, México, Indonésia, Uganda;

•    China se posiciona em 1º lugar, com o Brasil logo atrás em 2º: China recebeu a posição mais alta já que é o maior fabricante mundial de equipamentos de energia eólica e solar, além de corresponder a maior demanda para tais equipamentos;

•    África do Sul, Quênia e Uganda estão entre os melhores colocados: Todos possuem significantes programas e projetos de energia renovável; A África do Sul aparece como líder na região, atraindo cerca de US$10 bilhões em investimento em energia renovável nos dois últimos anos;

•    Entre os países da América Latina e Caribe, Brasil se destacou, mas também países relativamente recém-chegados, como Uruguai: Apesar da liderança brasileira, a região da América Latina e Caribe como um todo está emergindo como importante destino para investimento em energia renovável;

•    Energia renovável de pequena escala oferece a forma mais eficiente de fornecer acesso a eletricidade a um vasto número de pessoas que ainda não tem acesso a energia. Tanzânia tem o marco regulatório mais avançado para encorajar estes tipos de projeto, como sede para projetos de pequena escala;

•    A demanda para energia renovável está crescendo mais rápido (em porcentagem) nesses países do que em países desenvolvidos. De 2008 a 2013, países analisados pelo Climascopio adicionaram 142GW (um pouco mais que a atual capacidade instalada da França) de nova capacidade de energia renovável (excluindo grandes hidrelétricas). Isso representou um crescimento de 143%. Em comparação, países da OECD (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) adicionaram 213GW, registrando um crescimento de 84%;

•    Climascopio mostra que esses países estão fortalecendo seus marcos regulatórios a um ritmo rápido. Políticas fortes atraem mais investimento em energia renovável.
O Fundo Multilateral de Investimento (FUMIN), parte do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Departamento de Desenvolvimento Internacional do Reino Unido (UK DFID), e a Agência para Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos (USAID), dentro da iniciativa “Power Africa”, do Presidente Barack Obama, comissionaram Bloomberg New Energy Finance (BNEF) para analisar e classificar países baseados em expectativas de desenvolvimento para as energias solar, eólica, pequenas centrais hidrelétricas, geotérmica, biomassa e outras tecnologias com emissão zero de carbono (excluindo grandes hidrelétricas).

Este relatório disponibiliza a potenciais investidores informações que identificam países com as maiores oportunidades para investimento em energia renovável.
Climascopio foi desenvolvido em 2012 por FUMIN/BID e BNEF, e inicialmente avaliava 26 países na América Latina e Caribe. A expansão do relatório este ano inclui 19 países na África, 10 na Ásia e 15 províncias na China e 10 estados na Índia graças ao apoio de DFID e USAID.

“O Banco Interamericano de Desenvolvimento tem o prazer de ver DFID e USAID integrarem o projeto Climascopio para identificar os principais fatores e mercados para investimento em energia renovável globalmente,” disse Luis Alberto Moreno, Presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento. “Isso marca o terceiro ano do projeto Climascopio, que visa ser não só um panorama sobre onde as políticas e os investimentos em energia renovável se encontram hoje, mas também de forma ainda mais importante, servir como um guia sobre onde as oportunidades em energia renovável estarão amanhã.”

A pontuação de um país depende de vários fatores: políticas para investimento em energia renovável; condições de mercado; estrutura do setor elétrico; número de empresas locais operando no mercado de energia renovável; e iniciativas para redução de emissões de gases de efeito estufa. O resultado final é a mais compreensiva fonte para tomadores de decisões aprenderem sobre condições de mercado para energia renovável nessas regiões.

“Investimentos do setor privado são vitais para que países em desenvolvimento melhorem suas provisões de energia renovável e mantenham seu crescimento econômico,” disse a Hon. Justine Greening. “Climascopio impulsiona o potencial de investimento nesses mercados ao prover a informação necessária a investidores para que tomem decisões confiáveis, e dessa forma, ajudem milhões de pessoas a ter acesso a formas de energia que melhorem suas qualidades de vida. O apoio do Reino Unido possibilitou a expansão do Climascopio para beneficiar países na África e Ásia.”

Toda a pesquisa é facilmente acessada através do site global-climatescope.org, o qual inclui uma ferramenta interativa para que usuários possam identificar informações específicas, desde os dados mais detalhados até a análise de um setor específico. O site também permite downloads das informações do Climascopio em planilhas de Excel.

“Climascopio é um recurso fundamental para a iniciativa ‘Power Africa’ e nossos parceiros, provendo uma avaliação objetiva e detalhada sobre as oportunidades de energia de baixa emissão de carbono em mercados emergentes, incluindo a África,” disse o Administrador da Agência para Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos, Dr. Rajiv Shah. “Com mais de US$20 bilhões em compromissos de financiamento de projetos de nossos parceiros no setor privado, ‘Power Africa’ tem o objetivo de adicionar 30.000 megawatts de capacidade elétrica mais limpa e eficiente por toda a África Subsaariana.

A avaliação do Climascopio sobre o rápido crescimento da oferta e demanda de energia renovável na África reenforça uma realidade importante; o objetivo de ‘Power Africa’ de expandir o acesso a energia por todo o continente pode e deve ser alcançado em grande parte através da instalação de energia renovável, seja em pequena escala ou através da rede.”



Fonte: Consumidor Consciente



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