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Estudo mostra o estado atual de conhecimento em torno das turfas tropicais

Compartilhe:     |  24 de janeiro de 2021

Artigo publicado na revista Global Change Biology intitulado “Tropical peatlands and their contribution to the global carbon cycle and climate change”, tem participação de pesquisadores e colaboradores da DIIAV – Divisão de Impactos, Adaptação e Vulnerabilidade da Ciências da Terra do INPE e mostra o estado atual de conhecimento em torno das turfas tropicais e suas características biofísicas, distribuição e estoque de carbono, papel no clima global, os impactos das perturbações humanas diretas nas taxas de acumulação de carbono e emissões de gases de efeito estufa.

Resumo: As turfeiras são ecossistemas ricos em carbono que cobrem 185‐423 milhões de hectares da superfície da Terra. A maioria das turfeiras do mundo está em zonas temperadas e boreais, enquanto as tropicais cobrem apenas uma área total de 90‐170 milhões de hectares. No entanto, ainda há incertezas consideráveis nas estimativas de estoque de C, bem como a falta de informação sobre profundidade, densidade a granel e taxas de acumulação de carbono. Os dados incompletos são notáveis especialmente em turfeiras tropicais localizadas na América do Sul, que são estimadas como a maior área de turfas na zona tropical. Este artigo mostra o estado atual de conhecimento em torno das turfas tropicais e suas características biofísicas, distribuição e estoque de carbono, papel no clima global, os impactos das perturbações humanas diretas nas taxas de acumulação de carbono e emissões de gases de efeito estufa. Com base nos novos dados de extensão e profundidade de turfa, estimamos que as turfeiras tropicais armazenam 152‐288 GtC, ou cerca de metade da turfa global emitida carbono. Discutimos as lacunas de conhecimento em pesquisas sobre distribuição, profundidade, estoque C e fluxos nesses ecossistemas que desempenham um papel importante no ciclo global do carbono e correm o risco de liberar grandes quantidades de gases de efeito estufa na atmosfera (CO2 e CH4) quando submetidos a interferências antropogênicas (por exemplo, drenagem e desmatamento). Estudos recentes mostram que, embora a mudança climática tenha um impacto sobre os fluxos de carbono desses ecossistemas, a perturbação antropogênica direta pode desempenhar um papel maior. O futuro desses sistemas como sumidouros de carbono dependerá do avanço do conhecimento científico atual e da incorporação da compreensão local para apoiar políticas voltadas para o gerenciamento e conservação de turfeiras em regiões vulneráveis, como a Amazônia, onde registros recentes mostram aumento de incêndios florestais e desmatamento.

Referencia: Ribeiro, K., Pacheco, F.S., Ferreira, J.W., Sousa-Neto, E.R.,Hastie.A., Krieger Filho, G.C, Alvalá, P.C., Forti,M.C., Ometto, J.P.H.B.

Link para acesso: https://doi.org/10.1111/gcb.15408



Fonte: INPE - Capa: Foto Cedida pelos autores



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