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Estudo mostra que brasileiro passa menos repelente na cidade do que no campo

Compartilhe:     |  12 de novembro de 2016

Um ano após o Ministério da Saúde decretar epidemia de zika, o acesso a informação e as pesquisas sobre a doença aumentaram, mas ainda há aspectos desconhecidos. Um estudo da Sociedade Brasileira de Dengue e Arboviroses (SBD-A), com apoio da SBP Repelente e da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, mostra que 78% dos brasileiros usam repelente no campo e 69% na praia, mas não na cidade, onde a incidência do mosquito é alta. Já 83% não sabem o que é a icaridina, substância presente em repelentes recomendados pela Organização Mundial da Saúde.

Para Artur Timerman, presidente da SBD-A, o modelo atual de urbanização colabora para a proliferação do Aedes aegypti (principal transmissor da doença) e, por isso, é preciso focar na prevenção.

— Com o armazenamento inapropriado de água, esgoto a céu aberto e coleta de lixo inadequada, vamos ter que aprender a prevenir. O uso do repelente, então, é uma das medidas mais eficazes a curto prazo — analisa o especialista.

O repelente à base de icaridina é de longa duração, seguro e indicado para grávidas e bebês a partir dos seis meses — público considerado de risco para o vírus zika.

A pesquisa mostra ainda que apenas 3% das pessoas sabem que o vírus pode não manifestar sintomas aparentes — o que ocorre em boa parte dos casos, segundo a SBD-A. Por isso, especialistas indicam que, enquanto não há mais informações sobre a doença, complicações no feto e manifestações tardias, as mulheres que puderem adiar a gravidez devem fazer isso.

— Além da microcefalia, bebês podem ter manifestações oculares, auditivas, osteoarticulares, dificuldade de desenvolvimento — enumera Marco Aurélio Sáfadi, da Sociedade Brasileira de Pediatria.



Fonte: Extra



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