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Estudo mostra que estímulo elétrico pode melhorar a memória

Compartilhe:     |  13 de abril de 2019

Com o passar do tempo, é normal que a memória comece a ficar prejudicada e seja mais dificil reter informações — mas isso pode mudar. Em um estudo publicado na Nature Neuroscience, neurocientistas da Universidade de Boston mostraram que estimular o cérebro com uma corrente elétrica suave pode ajudar a melhorar a memória de trabalho, ou seja, a capacidade de manter informações por um curto período enquanto tomamos decisões, incluindo o reconhecimento de rostos e a capacidade de navegar em novos ambientes.

O motivo que a memória piora com o envelhecimento é a dificuldade de comunicação entre o córtex pré-frontal e o lobo temporal, então elas ficam fora de sintonia. Aplicando correntes nestas regiões, as redes são incentivadas a ressincronizar, permitindo que a comunicação seja retomada. O estudo descobriu que uma leve corrente elétrica permitia que a memória de trabalho dos cérebros mais velhos funcionasse como uma pessoa na faixa dos 20 anos.

O estudo foi feito com 42 jovens adultos, com idades entre 20 e 29 anos, e 42 adultos mais velhos, com idades entre 60 e 76 anos, e então pediram que realizassem um teste de memória de curto prazo. O exercício envolvia visualizar uma imagem na tela do computador, depois uma tela em branco por três segundos, seguida por uma segunda imagem que era idêntica à primeira ou muito ligeiramente modificada. Os participantes foram questionados se a imagem era igual ou diferente.

Eles submeteram cada grupo a 25 minutos de uma forma não invasiva de eletroestimulação, e também uma versão simulada sem eletroestimulação. Na tentativa de remover o efeito placebo dos resultados, nem os participantes nem os pesquisadores sabiam quando o estímulo estava sendo feito.

Os participantes mais velhos tiveram um desempenho pior mas, após o estímulo elétrico, ambos os grupos pontuaram aproximadamente o mesmo no teste. Os melhores resultados foram observados em jovens e idosos que tiveram um desempenho ruim na primeira rodada de testes. A equipe observou que os benefícios positivos foram observados por pelo menos 50 minutos após a estimulação. Isso significa que, por um breve período, os cérebros mais velhos funcionaram tão bem quanto os mais jovens.

Agora, os pesquisadores estão fazendo estudos para ver se é possível aumentar o tempo de duraração, e esperam que este trabalho possa ser usado algum dia para tratar pessoas com problemas de memória relacionados à idade.



Fonte: Galileu



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