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Estudo publicado na Science confirma que anticorpos podem gerar imunidade por meses

Compartilhe:     |  13 de janeiro de 2021

O resultado de um estudo publicado pela revista Science aponta que, na maioria dos indivíduos infectados, pode haver imunidade de pelo menos alguns meses contra a forma grave da Covid-19, no caso de se desenvolver uma segunda infecção.

Conforme twitou Luiza Caires, jornalista e editora de ciências do jornal da USP, vários estudos já foram publicados sobre o tema, inclusive nós já publicamos diversas vezes artigos sobre a suposta imunidade ao vírus:

Mas a diferença, agora, é que um desses estudos foi publicado pela renomada revista científica Science.

Memória imunológica

Trata-se de um estudo que avaliou a memória imunológica para o vírus em 180 pacientes recuperados até 08 meses após terem sido infectados com o novo coronavírus.

Esses pacientes eram diversos, infectados por diferentes vias, de sintomas leves ou graves e acompanhados em diferentes estágios da doença.

De acordo com a jornalista Luiza, os pesquisadores analisaram a resposta das células de defesa e a produção de anticorpos e por quanto tempo eles ficavam “memorizados” pelas células das pessoas.

No estudo, os cientistas rastrearam anticorpos (G), incluindo aqueles que reconhecem partes da proteína do vírus, e notaram que eles tiveram declínio pequeno entre 6 e 8 meses após o início dos sintomas da doença.

Já as células T, por suas vezes, mostraram apenas uma ligeira diminuição no corpo após 6 meses, enquanto as células B, que reconheciam características do vírus SARS-CoV-2, chegaram até a aumentar em número em alguns casos, sendo mais abundante em 6 meses do que no primeiro mês após início dos sintomas.

O que ficou claro é que, avaliando vários tipos de anticorpos, células B de memória, células T, foi observado que cada componente da memória imune do SARS-CoV-2 variou de uma forma diferente.

ALERTA

No entanto, a jornalista informa que os próprios cientistas alertam que “conclusões diretas sobre a imunidade protetora não podem ser feitas com base nas suas descobertas, porque os mecanismos de imunidade protetora contra SARS-CoV-2 ou COVID-19 não estão bem definidos em humanos”.

Segundo os cientistas, é razoável que se conclua que, em caso de infecção, ela pode contribuir para formação de uma imunidade protetora contra uma forma grave da doença em caso de reinfecção.



Fonte: GreenMe - Juliane Isler



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