Notícias

Estudo revela o real estado dos oceanos no planeta e das vidas que neles habitam

Compartilhe:     |  17 de setembro de 2019

Os oceanos cobrem 70% da superfície do planeta e a maior parte da vida na Terra habita neles. A vida no planeta teve início nos oceanos há mais de quinhentos milhões de anos

Existem mais de 33 mil espécies de peixes vivendo nos oceanos, mas suas vidas emocionais complexas são frequentemente negligenciadas e mal compreendidas.

Este novo vídeo produzido pelo site de notícias sobre veganismo, direitos animais e ambientalismo: Plant Based News, e narrado pelo co-fundador da PBN, Robbie Lockie, analisa alguns dos problemas enfrentados por esses peixes e flora marinha – e o que pode ser feito a respeito deles.

A história dos peixes

“Há mais peixes que pássaros, anfíbios, répteis e mamíferos”, diz o vídeo. “Nós somos a aldeia, eles são o reino”.

“E, no entanto, compartilhamos tanto: os mesmos sistemas corporais, músculos, nervos e sentidos, e as mesmas fibras que transmitem a dor. Nós até caímos nas mesmas ilusões ópticas.

“O oceano possui uma abundância e majestade inigualáveis em um mundo muito mais colorido e diversificado do que poderíamos imaginar.”

Os problemas

Mas essas profundezas estão inundadas de problemas humanos; o plástico atingiu as trincheiras mais profundas e os grandes recifes de corais estão morrendo.

As zonas mortas do oceano, onde nada pode viver, são causadas pela poluição das fazendas. Espécies magnificas estão à beira da extinção.

“A frota pesqueira mundial dobrou nos últimos 65 anos, mas eles estão achando muito mais difícil pegar peixes”, diz o vídeo. “Um quinto de toda a poluição plástica nos oceanos é composta de redes de pesca descartadas, e quando uma população de peixes cai, nos movemos para a próxima.”

A solução

Fazendas de peixes não são a resposta; com bilhões de peixes confinados em tanques imensos, eles acabam cheios de doenças e, como diz o vídeo, “vivem em sofrimento e miséria absolutos”.

“Mais de um quarto dos peixes capturados na natureza são usados para a alimentação de peixes de criação. São necessários 120 peixes selvagens para criar um único salmão de criação para chegar ao seu prato.

“Existem soluções; juntos criaremos incríveis áreas de conservação marinha com forte regulamentação, juntos nos recusaremos a comer peixes de criação que causem crueldade e dizimam peixes selvagens, juntos inspiraremos pescadores e pescadores a uma produção de alimentos mais sustentável. Juntos, vamos repensar como tratamos os seres mais explorados em nosso planeta”.

Complexidade dos peixes

Existe um senso comum de que os peixes não sentem dor nem emoções. A verdade é que, só porque eles não sentem da mesma forma que os outros animais – incluindo a espécie humana -, não quer dizer que não sentem nada.

Um novo estudo descobriu que os peixes podem se sentir tristes e desolados ao perderem seus parceiros. Pesquisadores franceses constataram que uma espécie conhecida como Acará do Congo se tornou pessimista e desanimado depois de perder seu companheiro.

O estudo foi feito em duas partes. Primeiro, colocaram uma fêmea em um tanque com três compartimentos. No meio, ficava ela. Nos dois espaços ao seu redor, dois peixes machos. Quando a fêmea mostrava preferência por um deles, os pesquisadores a colocavam com ele, ou com o outro.

Na segunda parte do estudo, os peixes foram treinados para remover tampas de pequenas caixas. Uma caixa branca continha comida, outra preta não continha nada. Depois que os peixes aprenderam, uma caixa cinza apareceu na jogada.

Os pesquisadores perceberam então uma característica interessante: os peixes que tinham sido colocados no mesmo compartimento que seus companheiros de preferência se mostravam mais dispostos a abrir a caixa, demonstrando uma visão positiva. Aqueles que estavam sozinhos, dificilmente tentavam.

“As fêmeas que foram designadas a um macho que não queriam como parceiro exibiram um viés pessimista, indicando um estado afetivo negativo”, declararam os pesquisadores da Universidade de Borgonha, na França.

“Ligação emocional com um parceiro não é propriedade única da espécie humana”, afirmou François-Xavier Dechaume-Moncharmont, um dos autores do estudo, ao The Guardian. “Isso pode indicar que as emoções são mais do que uma tendência. Talvez o amor não seja tão irracional assim”, completou.



Fonte: Anda



Leia também:

Projetos ambientais
Aqui você é o Reporter

Espaço Animal

Saiba como proceder em caso de envenenamento de cães e gatos

Leia Mais