Notícias

Estudo sobre nutrição encontra ligação entre o consumo de laticínios e doenças

Compartilhe:     |  17 de novembro de 2019
A análise, chamada de “China Project”, é considerada a maior e mais abrangente já realizada. O estudo revelou ter encontrado efeitos negativos de todas as fontes de proteínas animais, mas que os laticínios eram uma “preocupação particular”

Há mais de 30 anos, o Dr. T. Colin Campbell e sua equipe na Universidade Cornell, em parceria com pesquisadores da Universidade de Oxford e do governo chinês, iniciaram um dos estudos mais abrangentes sobre nutrição e saúde já realizados.

Conhecido como o China Project (Projeto Chinês), este estudo de referência, combinado com as descobertas laboratoriais, demonstrou conclusivamente os perigos de uma dieta rica em proteínas animais e os surpreendentes benefícios à saúde de uma alimentação baseada em vegetais. Essas descobertas foram traduzidas para o livro best seller “The China Study”.

Preocupações com laticínios

Embora este extenso estudo tenha encontrado efeitos negativos em todas as fontes de proteínas animais, os laticínios eram uma preocupação particular.

Os resultados indicam que quanto menor a porcentagem de caseína (uma proteína encontrada no leite de vaca) que uma pessoa consome, maiores são os benefícios à saúde. Mesmo a ingestão relativamente pequena de proteína animal – de laticínios ou carne – foi associada a efeitos adversos.

As pessoas que ingeriam mais alimentos à base de vegetais eram as mais saudáveis e tendiam a evitar doenças crônicas, conforme informações do Plant Based News.

Outros pontos-chave do estudo:

1. A proteína caseína no leite de vaca, que representa 80% de seu conteúdo proteico total, foi considerada um carcinogênico químico relevante – o que significa que pode ativar nossos genes promotores de câncer.

2. Os países com maior ingestão de cálcio, principalmente do leite de vaca, apresentam as maiores taxas de osteoporose. A proteína caseína faz com que o cálcio em nossos ossos seja sugado pelo corpo, enfraquecendo os ossos. Isso acontece como resultado dos laticínios criarem um ambiente ácido dentro do corpo e o cálcio dos ossos é usado para neutralizar esse efeito no corpo.

3. A proteína caseína aumenta o colesterol no sangue, levando à aterosclerose (acúmulo de placas de gordura no interior das paredes das artérias internas, o que pode restringir o fluxo sanguíneo e causar um ataque cardíaco ou derrame).

4. As proteínas lácteas têm sido associadas ao desenvolvimento de doenças autoimunes – como diabetes tipo 1 e esclerose múltipla – por meio de um mecanismo conhecido como mimetismo molecular.

5. Em dezenas de experimentos realizados ao longo de 30 anos, a caseína foi considerada um poderoso promotor de câncer experimental. As proteínas do trigo e da soja, no entanto, não estimularam o desenvolvimento do câncer.

6. Não existe um único componente dos laticínios que o conecte a doenças crônicas, como doenças cardíacas, diabetes e osteoporose, porém, a substância contém uma série de fatores problemáticos. De acordo com o trabalho do Dr. Campbell, esses fatores incluem “o aumento da atividade de fatores de crescimento e replicação celular compensatória, acidose metabólica e seu impacto nas principais reações enzimáticas, desequilíbrios hormonais e efeitos adversos nos componentes do sistema imunológico”.

Alimento não indicado para humanos

O estudo afirma que o leite retirado de uma vaca não pode ser alterado para se tornar verdadeiramente seguro para o consumo humano.

Embora muitas empresas tenham tentado remover a lactose e reduzir a gordura saturada inerente encontrada nos laticínios, elas não podem eliminar os hormônios naturais encontrados em todos os laticínios, nem podem cessar as características promotoras de crescimento do que realmente é comida infantil – ou seja, comida infantil para bezerros. Os céticos costumam dizer que nem todas as proteínas são criadas da mesma forma, e o Estudo da China confirma isso. Algumas proteínas são absolutamente perigosas.

Este artigo foi criado com a colaboração de pesquisa do T. Colin Campbell Center for Nutrition Studies.



Fonte: Anda - Eliane Arakaki



Leia também:

Projetos ambientais
Aqui você é o Reporter

Espaço Animal

Considere aspectos individuais antes de sacramentar vínculo com animal de estimação

Leia Mais