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Estudos provam relação entre dieta vegana e redução no risco de Alzheimer

Compartilhe:     |  27 de julho de 2020

Uma dieta baseada em plantas e um estilo de vida progressivo são o caminho para a prevenção de doenças

Duas novas pesquisas atualizaram a informação de que uma dieta nutritiva, com pratos coloridos fartos em vegetais, é a chave para a preservação da saúde cerebral e prevenção contra o Alzheimer.

O que é o mal de Alzheimer?

A doença de Alzheimer recebeu esse nome em homenagem a Alois Alzheimer, que descreveu um caso de perda de memória em 1906. Esse é o sinal mais comum da demência e se desenvolve em uma doença progressiva. Ao mesmo tempo que se inicia como uma pequena perda de memória, o seu progresso se desenvolve para o pensamento, a memória, a linguagem e o comportamento. Ao redor do mundo, aproximadamente 50 milhões de pessoas tiveram Alzheimer, que é a principal causa de incapacitação de idosos.

Nos Estados Unidos, o Alzheimer já foi diagnosticado em mais de 6 milhões de pessoas, a maioria idosos, e custa certa de U$300 bilhões anualmente com cuidados de saúde. Em um ranking das 10 doenças que mais matam, o Alzheimer é a única que ainda não tem nenhum tipo de terapia que comprovadamente reverta o quadro. Mulheres formam dois terços das pessoas que têm essa doença.

Novo estudo de Chicago

Trazendo muita esperança, um novo estudo acabou de ser publicado sobre a prevenção do mal de Alzheimer. Esse estudo selecionou 2,765 mil participantes que já tinham informações disponíveis a respeito de suas dietas, estilos de vida, genética e informações clínicas relacionadas ao mal de Alzheimer. Os pesquisadores pontuaram os participantes baseados em 5 fatores relacionados ao seu estilo de vida: realizar pelo menos 150 minutos de atividade física moderada a intensa por semana; não fumar; consumir pouco álcool; seguir uma dieta MIND (do inglês Mediterranean – DASH Intervention for Neurodegenerative Delay), que é nutritiva e foca em alimentos a base de plantas; participar de atividades cognitivas na fase adulta.

Comparado a participantes com nenhum ou pouco fatores de qualidade de vida, o risco do Alzheimer era 37% menor do que naqueles que marcavam 2 ou 3 fatores e 60% menor naqueles com 4 ou 5 dos marcadores de qualidade de vida citados acima. Os maiores níveis de redução no desenvolvimento do Alzheimer permaneceram mesmo quando outras condições médicas foram observadas, como diabetes, pressão alta ou obesidade.

Pesquisa canadense

Um outro estudo investigou os fatores associados à fluência verbal em uma amostra de 8.574 mil canadenses fluentes em inglês com idades entre 45-85 anos. Testes formais de fluência foram usados como forma de medir a performance cognitiva.

Pesquisadores descobriram que indivíduos que consumiram mais vegetais e frutas, mais oleaginosas e leguminosas (como feijão e lentinha) alcançaram as maiores pontuações nos testes de fluência verbal. “Essas descobertas são consistentes com outros estudos sobre a dieta mediterrânea, que é rica em frutas, vegetais, oleaginosas, legumes e se mostra protetora contra a perca de capacidade cognitiva”, relatou a co-autora Dr. Karen Davison.

Outro comentário foi que “qualquer aumento na quantidade média de frutas e vegetais que ingerimos diariamente foi relacionada ao aumento da fluência verbal, mas os melhores resultados foram encontrados entre aqueles que consumiam pelo menos 6 porções ao dia”.

Estudos provam que a redução dos riscos de se ter uma doença cardíaca, câncer, diabetes e, agora, doença mental, está diretamente relacionada à manutenção de hábitos saudáveis.

Uma dieta baseada em plantas e um estilo de vida progressivo são o caminho para a prevenção de doenças por terem maiores concentrações de fibras, minerais, vitaminas e plantas fito químicas como o sulforeno.



Fonte: Anda - Maria Luiza Santos



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