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Exercício é medida médica contra colesterol e hipertensão, segundo orientações dos cientistas

Compartilhe:     |  10 de junho de 2021

Médico Luis Fernando Correia explica proposta da Associação Americana do Coração: atividade física deve constar de prescrições para prevenir e tratar pressão alta e aumento do LDL

É cada vez maior o número de americanos e de pacientes em outros países com hipertensão arterial ou níveis de colesterol elevados. Por conta disso, milhões de adultos norte-americanos correm o risco de desenvolver doenças cardíacas de leve a moderada; mas estes problemas têm solução. Primeiramente, com algumas mudanças no estilo de vida, especialmente através da prática de exercícios. Esta é a proposta do posicionamento divulgado pela Associação Americana do Coração (AHA) recentemente.

Segundo orientações dos cientistas, é importante que os médicos usem como tratamento prioritário a prescrição de mais atividade física para esses pacientes. Isso porque, na maioria das vezes, essa não é uma zona de conforto para os médicos, que sabem como prescrever medicamentos, mas não necessariamente mudanças no estilo de vida.

E tem ainda o outro lado da moeda, que é o paciente se sentir intimidado, quando a proposta de aumentar o volume da atividade física vem do médico. Por isso, a dose certa dessa prescrição deve ser feita com muito cuidado. O relatório da AHA mostra que os médicos não precisam pedir aos pacientes que se tornem atletas, corram 10 quilômetros por dia ou coisa parecida. Eles devem reforçar, de maneira objetiva, a importância do exercício, e que ele seja feito pelo menos três vezes por semana. A recomendação é de 150 a 300 minutos de atividade física moderada por semana ou 75 a 150 minutos de exercício vigoroso; ou ainda uma combinação de ambos.

Esse é o melhor cenário, mas cada minuto conta. Se o médico conseguir que as pessoas sedentárias aumentem o volume semanal em ao menos 30 minutos, poderá trazer benefícios para a saúde, pois além de ajudar a melhorar os níveis de colesterol, também irá contribuir para diminuição da pressão arterial.

A preocupação com estes dois problemas de saúde é grande, pois 53 milhões de pessoas nos Estados Unidos (21% dos adultos) têm hipertensão arterial, de acordo com as diretrizes divulgadas em 2017. Isso significa que o número superior da leitura está entre 120-139 mmHg e o inferior entre 80-89 mmHg. Quando falamos no colesterol, os autores do estudo estimam que pelo menos 28% dos americanos, isto é, 71 milhões de pessoas, têm níveis de colesterol alto, com o LDL, o “colesterol ruim”, acima de 70 mg/dL. Colesterol e pressão arterial elevados costumam andar de mãos dadas e são uma combinação perigosa para doenças cardíacas.

É justamente aí que o exercício pode entrar. Praticar atividades físicas é uma receita infalível para combater os dois problemas. O que os cardiologistas pretendem demonstrar é que, num primeiro momento, incentivar o movimento pode ser mais fácil do que sugerir uma dieta rigorosa e perda de peso significativa. Além disso, os pacientes costumam ter uma resistência grande de iniciar um tratamento com medicação. Se o médico usa como “primeira receita” a atividade física, quem sabe não consegue envolver e motivar muitas outras as pessoas?



Fonte: Eu Atleta - Washington DC - Por Luis Fernando Correia



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