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Existiram tiranossauros rex ‘anões’? Estudo de fósseis de pequenos indivíduos indica que não

Compartilhe:     |  3 de janeiro de 2020

O tiranossauro rex é famoso por ser o “predador gigante” do período jurássico. Mas cientistas começam a avançar também nos estudos de fósseis de indivíduos menores dessa espécie e consideram que eram de dinossauros “adolescentes”.

Teorias anteriores acreditavam na existência de gêneros menores de tiranossauro: fósseis de tiranossauros rex de pequeno porte que um dia foram catalogados como “dinossauros anões” (ou “Nanotyrannus”). Mas agora começam a ser vistos por alguns paleontólogos como ossos de tiranossauros mais jovens.

Um estudo publicado na quarta-feira (1º) pela revista “Science Advances” apresenta os resultados de uma análise microscópica dos ossos da tíbia e o fêmur de dois dinossauros dessa espécie. Eles foram apelidados de Jane e Petey e estão no “Burpee Museum of Natural History”, em Illinois.

Pesquisadora Holly Woodward mostra a microestrutura do tecido de osso da tíbia do tiranossauro rex — Foto: Divulgação/Holly Woodward

Pesquisadora Holly Woodward mostra a microestrutura do tecido de osso da tíbia do tiranossauro rex — Foto: Divulgação/Holly Woodward

A controvérsia sobre um ‘tiranossauro nano’

Durante três décadas, uma controvérsia agitou o mundo da paleontologia: houve uma espécie anã de tiranossauros?

Um paleontólogo chamado Robert Bakker tinha afirmado isso em 1988, ao reclassificar um espécime descoberto em 1942. Exibido no Museu de História Natural de Cleveland, esse espécime se tornou o primeiro membro de uma espécie batizada “Nanotyrannus” (tiranossauro anão) – conforme relata a agência France Presse.

Em 2001, outra equipe descobriu o fóssil quase completo de outro pequeno tiranossauro perto de Ekalaka, Montana, na famosa formação Hell Creek.

O dinossauro, chamado Jane, é um pouco maior que um cavalo, e foi rapidamente descrito como um Tyrannosaurus rex juvenil. Mas uma minoria de especialistas continuou afirmando que pertencia a esta espécie “pigmeia”, o Nanotyrannus, baseando-se na morfologia do crânio e os ossos, diferente da do adulto T-Rex.

Uma parte do osso da tíbia do T.rex "Jane" foi removida e examinada em microscópio. Tecido revela que Jane era uma adolescente e ainda crescia quando morreu — Foto: Divulgação/Scott A. Williams e Holly Woodward

Uma parte do osso da tíbia do T.rex “Jane” foi removida e examinada em microscópio. Tecido revela que Jane era uma adolescente e ainda crescia quando morreu — Foto: Divulgação/Scott A. Williams e Holly Woodward

O que o estudo descobriu

A partir da técnica chamada paleohistologia, esse estudo realizado pelo “Oklahoma State University Center for Health Sciences”, nos Estados Unidos, confirmou que os dois fósseis eram indivíduos imaturos, e não adultos.

Por isso, os autores consideram pouco provável a existência dos Nanotyrannus.

“Esses fósseis são realmente muito úteis porque os ossos se fossilizam até o nível microscópico”, disse à AFP Holly Woodward, que liderou o estudo. “Podemos inferir a taxa de crescimento, a idade e o nível de maturidade [do indivíduo]”, detalhou.

Os pesquisadores também puderam contar os anéis dos fêmures e as espinhas, como se faz no tronco de uma árvore para determinar sua idade: 13 anos para Jane e 15 anos para Petey.

Jane morreu logo antes da fase de crescimento exponencial, o que a teria levado a uma massa adulta de cerca de 9,5 toneladas. Acredita-se que, quando morreu, ela pesava “apenas” uma tonelada.

“Todo mundo adora os T-Rex, mas não sabemos muito sobre como eles crescem”, disse Holly Woodward.]

Crâneo de um tiranossauro rex jovem: seus dentes em forma de faca ainda não estavam prontos para triturar ossos — Foto: Divulgação/Scott A. Williams

Crâneo de um tiranossauro rex jovem: seus dentes em forma de faca ainda não estavam prontos para triturar ossos — Foto: Divulgação/Scott A. Williams

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Fonte: G1



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