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Exoplanetas com oceano podem ser mais comuns do que se pensa, diz Nasa

Compartilhe:     |  22 de junho de 2020

ual a probabilidade de um dos mais de 4 mil exoplanetas — isto é, que está fora do nosso Sistema Solar — já identificados abrigar oceanos? Essa foi a pergunta que se fez a cientista planetária Lynnae Quick, da Nasa, com base em seus estudos sobre as luas Encélado, de Saturno, e Europa, de Júpiter.

“Plumas de água emergem de Europa e Encélado, então podemos dizer que esses corpos têm oceanos subterrâneos sob suas conchas de gelo, e eles têm energia que impulsiona as plumas, que são dois requisitos para a vida como a conhecemos”, explica Quick, que é especialista em vulcanismo e mundos oceânicos, em comunicado.

A cientista decidiu explorar se existem planetas semelhantes a essas luas e se eles também poderiam ser geologicamente ativos o suficiente para atirar plumas a partir de suas superfícies a ponto de ser detectadas por telescópios.

Para fazer essa difícil análise, Quick e seu time selecionaram 53 exoplanetas com tamanhos semelhantes aos da Terra, embora pudessem ter massas até oito vezes maiores que a do nosso planeta. Os cientistas presumem que planetas desse tamanho são mais sólidos do que gasosos e, por isso, mais prováveis de suportarem água líquida sobre ou sob suas superfícies.

O estudo começou a ser feito em 2017 e, desde então, ao menos 30 planetas com essas mesmas caracterísitcas foram descobertos. Mas eles não foram incluídos na análise liderada por Lynnae Quick, publicada nesta quinta-feira (18) no Publications of the Astronomical Society of the Pacific.

A equipe também determinou quanta energia cada um dos exoplanetas selecionados poderia estar gerando e liberando na forma de calor. Os resultados mostraram que todos os planetas provavelmente têm atividade vulcânica em suas superfícies e que 26% podem ser oceânicos, sendo que a maioria deve abrigar mares sob as camadas de gelo da superfície — assim como Europa e Encélado. Além disso, muitos desses planetas poderiam estar liberando mais energia do que essas luas.

Embora os resultados não passem de suposições, eles podem ajudar a restringir a lista de exoplanetas com condições favoráveis ​​à vida. Na próxima década, a sonda Europa Clipper, da Nasa, vai explorar a superfície e o subsolo da lua de Júpiter para fornecer informações sobre o ambiente susbterrâneo.

Quanto mais os cientistas aprenderem sobre Europa e outras luas potencialmente habitáveis ​​do nosso Sistema Solar, melhor serão capazes de entender mundos semelhantes em torno de outras estrelas.



Fonte: Revista Galileu



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