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Explosão violenta de uma supernova revela origens da poeira cósmica do universo

Compartilhe:     |  21 de julho de 2014

Supernova de uma galáxia distante tem ajudado os cientistas a resolver um mistério de longa data sobre o nascimento de poeira cósmica.

De acordo com uma nova descoberta científica, os grãos de poeira espacial seriam os responsáveis pela formação das estrelas e planetas. Apesar da teoria, estudos anteriores sugerem que as temperaturas elevadas e os materiais em movimentos rápidos gerados por uma supernova – mortes explosivas das estrelas -, não seriam propícios para a formação da poeira, o que requer temperaturas mais frias e interações menos violentas.

A descoberta foi feita após os pesquisadores analisarem como a poeira ao redor da supernova reage à incidência de luzes visíveis e infravermelhas, revelando também que as partículas de poeira recém-criadas são muito maiores do que as observadas atualmente na Via Láctea.

De acordo com Christa Gall, da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, e autora principal do estudo, os grandes grãos oferecem maior resistência em ambientes hostis remanescentes da supernova, podendo assim manter a maior parte da poeira.

Isso reforça a ideia de que as supernovas possam ser as maiores produtoras de poeira cósmica, mesmo com as dificuldades de formação nessas condições. “A produção de pó acontece quando a densidades e a temperatura do meio de formação de poeira são ideais“, explica Gall.

É um desafio descobrir de fato de onde surge a poeira, porque não há muitas explosões estelares. E as que acontecem na galáxia são escondidas pelo pó“, explica Haley Gomez, da Universidade de Cardiff, no Reino Unido. “A maioria das explosões estudadas em detalhe até agora são antigas, que ocorreram de 400 a 1.000 anos atrás”, diz.

A supernova estudada por Gall e sua equipe, é a da SN2010jl, registrada em 2010. Localizada na galáxia UGC 5189A, cerca de 160 milhões de anos-luz da Terra, a supernova era cerca de 10 vezes mais brilhante do que uma supernova típica.

Os cientistas estimam que ela explodiu cerca de um mês antes de ser identificada e muita poeira foi mantida, em tamanhos maiores que o comum. “Não está claro como as partículas de poeira chegaram a esse tamanho tão rapidamente, mas é realmente uma boa notícia, porque isto sugere que as partículas são fortes e resistentes à ruptura por colisões dentro do ambiente de uma supernova.”, finaliza Gall.



Fonte: R7



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