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Exposição no Pantanal apresenta o morcego-beija-flor e o morcego-pescador

Compartilhe:     |  20 de março de 2015

Você sabia que alguns morcegos são verdadeiros ‘jardineiros’ e reflorestam as áreas naturais? E que algumas espécies pescam seus alimentos? Se a resposta for não, a exposição ‘Morcegos do Pantanal’ é uma oportunidade ideal para você descobrir essas e outras curiosidades sobre esses mamíferos voadores. Aberta ao público até 31 de março, na Estação Natureza Pantanal, em Corumbá (MS), cidade porta de entrada do Pantanal, a mostra interativa tem por objetivo aproximar as pessoas desses animais e mudar a imagem que elas têm deles.

“Normalmente, relacionam-se os morcegos a histórias de vampiros e também a sangue, mas poucos sabem da importância que eles têm para a manutenção das florestas ou que a maior parte das espécies não se alimenta de sangue”, esclarece Ivonete Guaragni, administradora da Estação Natureza Pantanal.

Não é a primeira vez que o espaço recebe a exposição. Segundo a administradora, a ideia de retomar o tema durante o período escolar é para que as crianças e moradores da região tenham a oportunidade de conhecer e se encantar com as novidades, além de ser uma oportunidade para mais turistas. “Como a exposição foi lançada no final de dezembro, recebemos visitantes de várias regiões do Brasil, mas os estudantes e familiares muitas vezes estavam viajando, por isso queremos prestigiar os moradores locais, além de permitir que outros turistas tenham acesso”, destaca.

Logo na entrada da exposição, os visitantes terão uma surpresa: a porta está caracterizada como um buraco em uma árvore, principal abrigo das espécies no Pantanal. “Como não temos muitas cavernas, os morcegos se utilizam dos troncos ocos na floresta para se proteger”, destaca Ivonete. Para ensinar sobre as características únicas dos morcegos e chamar a atenção de pais e filhos, também haverá uma demonstração das asas desses animais. “As crianças poderão vestir as asas dos morcegos e com isso aprenderão de forma leve e divertida”, comenta Ivonete.

Interatividade

A mostra conta com cubos interativos, nos quais o visitante, ao apertar um botão, poderá ver a foto e ouvir os sons que a espécie faz. Como os morcegos se comunicam com cantos inaudíveis para os seres humanos, eles foram baixados de tom para que as pessoas possam diferenciar cada um deles. Cada um dos cubos apresentará também características de uma das cinco espécies que foram contempladas: morcego-das-frutas (Artibeus planirostris), morcego-vampiro (Desmodus rotondus), morcego-beija-flor (Glossophaga soricina), morcego-borboleta (Myotis nigricans) e o morcego-pescador (Noctilio leporinus). A apresentação foi montada com o auxílio do pesquisador Alan Fredy Eriksson, que é biólogo e estuda os morcegos.

Importância ecológica

Cada uma das espécies escolhidas possuem alimentação e importância distintas. O morcego-beija-flor alimenta-se do néctar das flores, ajudando a polinizar, como as abelhas. Já o morcego-das-frutas é frugívoro, isto é, come frutas e auxilia na recuperação das florestas ao dispersar as sementes na mata. O morcego-borboleta é muito importante no controle dos insetos, pois pode chegar a consumir mais de cinco mil mosquitos por noite. Uma espécie bastante curiosa é o morcego-pescador, que possui as patas traseiras mais compridas para que possa pescar. E a espécie que gera desconfiança, a hematófaga, normalmente alimenta-se do sangue de animais de médio e grande porte, como gado e mamíferos selvagens.

Exposição permanente

Além da exposição especial sobre os morcegos, a Estação Natureza Pantanal oferece uma mostra permanente sobre a natureza pantaneira. Localizada em Corumbá (MS) – a 400 quilômetros da capital Campo Grande – ela  ocupa um prédio histórico datado de 1908, às margens do emblemático Rio Paraguai. O espaço representa uma verdadeira imersão no bioma pantaneiro, reunindo mais de duas dezenas de elementos interativos com explicações e fotos de espécies-bandeiras do bioma – como a onça-pintada, o tuiuiú e o jacaré-do-pantanal – e de seus habitats. Também é possível ouvir registros de canto e vocalização de aves típicas do Pantanal, além de conferir uma maquete que explica o ciclo das águas pantaneiras, entre outras atrações. A iniciativa foi implantada em 2006 pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

Serviço

Data: até 31 de março

Endereço: Ladeira José Bonifácio, 111 – Porto Geral – Corumbá (MS).

Telefone: (67) 3231-9100

Horário de funcionamento:

De terça a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 18h.

Sábados, das 14h às 18h.

Ingressos

Inteiro: R$ 3

Estudantes: R$ 1,50

Moradores de Corumbá e Ladário: R$ 1

Isentos: Maiores de 60 e menores de seis anos / grupos de instituições públicas agendados com antecedência.

E-mailestacaopantanal@fundacaogrupoboticario.org.br

Sitewww.fundacaogrupoboticario.org.br



Fonte: Revista Ecológico



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