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EXTRA e Inca promovem evento para alertar sobre riscos da obesidade

Compartilhe:     |  6 de fevereiro de 2016

O sedentarismo aumenta em cinco vezes o risco de morte — mais do que o aumento das taxas de colesterol e triglicerídeos e o tabagismo juntos. Incentivar a mudança de hábitos de vida ruins foi o mote do debate “Nós podemos, eu posso: atitudes saudáveis para o controle do câncer”, realizado pelo EXTRA e pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), na última quinta-feira (4), Dia Mundial do Câncer. Especialistas conversaram com leitores sobre a importância da dieta equilibrada e do combate à obesidade para evitar a doença.

— Qualquer movimento conta como atividade física. Mas o melhor é o exercício feito com tempo programado e maior intensidade. Estudos mostram que ele tem mais efeito sobre a prevenção de doenças cardiovasculares, câncer e reincidência do câncer — disse o médico do exercício João Felipe Franca.— A Organização Mundial da Saúde recomenda a prática de 150 minutos de exercícios moderados ou 75 minutos de exercícios vigorosos por semana.

Ainda participaram da mesa os oncologistas Carlos José de Andrade e Ronaldo Corrêa e a nutricionista Maria Eduarda Melo, do Inca, e o ultramaratonista Márcio Villar. O debate foi mediado pela jornalista do EXTRA Flávia Junqueira.

A contabilista Selma Ribeiro, de 58 anos, foi uma das leitoras que assistiu ao debate.

— É muito importante se precaver — disse Selma, que passou a se alimentar melhor graças ao incentivo do marido, o aposentado João Eduardo França, de 67 anos.

A contabilista Selma Ribeiro, de 58 anos, e o aposentado João Eduardo França, de 67
A contabilista Selma Ribeiro, de 58 anos, e o aposentado João Eduardo França, de 67 Foto: Guilherme Pinto / Agência O Globo

A instrumentadora cirúrgica Elza Costa, de 68, e o aposentado Nelson Rodrigues, de 71, também foram ouvir as dicas dos especialistas.

Elza Costa e Nelson Rodrigues foram ouvir as dicas dos especialistas
Elza Costa e Nelson Rodrigues foram ouvir as dicas dos especialistas Foto: Guilherme Pinto / Extra/Agência O Globo

Temas abordados

– O consumo excessivo de carne vermelha aumenta o risco de câncer, sobretudo o de cólon (uma parte do intestino grosso) e reto. A quantidade deve ser limitada a 400 gramas por semana.

– A dieta deve ser composta, principalmente, por alimentos frescos e minimamente processados, como arroz, feijão, cereais, grãos, frutas e vegetais.

– Alimentos processados, como abacaxi em calda, e ultraprocessados (prontos para aquecer ou consumir), como sucos de caixinha, refrigerantes, sorvetes e biscoitos, devem ser evitados. São muito calóricos.

– O mais importante é manter a assiduidade na prática de atividade física. Para não se desestimular, procure variar os exercícios (escolha sempre aqueles de que você gosta), crie um hábito e procure companhia para fazê-los.

– Não há evidências científicas de que o consumo de carne de porco eleva o risco de câncer de mama. O aumento da gordura corporal, sim, é um fator de risco para a doença. Porém, ao contrário do que se pensa, a carne suína tem menos gordura do que a bovina.

– Os agrotóxicos têm relação com o câncer, mas o emprego deles na agricultura não deve ser uma razão para deixar de consumir vegetais.

– A tolerância ao tratamento do câncer é maior se o paciente se mantiver ativo, assim como os exercícios físicos reduzem a possibilidade de a doença voltar.

– Para emagrecer, a atividade física deve ser de baixa intensidade e realizada por longo período. Se for de alta intensidade, a pessoa pode não conseguir mantê-la por tempo adequado.

– Os cânceres de cólon e reto, mama, endométrio, esôfago, pâncreas, vesícula e rim são os mais associados à obesidade.



Fonte: Extra - Camilla Muniz



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