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Fao aprova novas normas para conter propagação das pragas

Compartilhe:     |  4 de abril de 2019

Novas medidas para evitar a propagação de pragas e doenças de plantas foram aprovadas pelo organismo internacional encarregado de seu controle, informou nesta terça-feira em Roma a FAO.

A Convenção Internacional de Proteção Fitossanitária (CIPF) – a única organização internacional responsável pelo estabelecimento e implementação de padrões fitossanitários reconhecidos pelos governos em todo o mundo e pela Organização Mundial do Comércio – aprovou as novas normas durante sua reunião anual na sede da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

As normas incluem protocolos para impedir pragas altamente invasivas, como a Xylella fastidiosa e a mosca-da-fruta oriental, que atacam principalmente frutas tropicais.

“Com o aumento do comércio e das viagens, os riscos de espalhar pragas para novas áreas através das fronteiras estão agora mais altos do que nunca”, disse Bukar Tijani, vice-diretor geral da FAO.

A FAO estima que entre 20 e 40% da produção agrícola mundial seja perdida a cada ano por causa de pragas.

As doenças das plantas custam à economia mundial cerca de US$ 220 bilhões por ano e insetos invasores, cerca de US$ 70 bilhões, segundo a entidade.

As novas normas também incluem melhores métodos de fumigação, devido a reclamações que são prejudiciais à saúde humana e ao meio ambiente.

A mosca oriental da fruta (Bactrocera dorsalis) afeta árvores como abacateiro, bananeira, goiabeira e a mangueira em pelo menos 65 países.

A Xylella fastidiosa é uma bactéria letal que ataca cultivos de importância econômica, como a oliveira, os cítricos, as ameixas e as videiras.

Desde 2015 está propagando-se rapidamente das Américas à Europa e à Ásia.

Uma vez que a Xylella fastidiosa se infiltra em uma planta, permanece nela, privando-a de água até morrer ou se debilitar a ponto de não produzir seus frutos.

Somente na Califórnia, as perdas na produção vinícola devido à Xylella fastidiosa foram de 104 milhões de dólares por ano. Na Itália, a bactéria acabou com 180.000 hectares de olivas – com numerosas olivas centenares – e constitui uma ameaça não somente para a economia italiana, como também para a de todos os países mediterrâneos.



Fonte: MSN - AFP



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