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Farinha branca, banana e presunto ajudam no aparecimento de candidíase

Compartilhe:     |  21 de fevereiro de 2021

Coceira intensa e ardor na região vaginal. Quem já sofreu com candidíase conhece bem esses sintomas e sabe como eles podem ser desagradáveis. Mas o que muitas dessas mulheres não sabem é que o que elas colocam no prato tem ligação direta com esse problema. Claro, no geral, uma alimentação equilibrada fornece todos os nutrientes que o organismo precisa para garantir o bom funcionamento do sistema imunológico e, portanto, proteger o corpo de possíveis invasores ou doenças. A baixa imunidade, por exemplo, pode deixar a pessoa mais susceptível ao crescimento do Candida albicans, fungo responsável pela candidíase.

Mas a alimentação também tem um papel que vai além do fortalecimento do sistema de defesa do organismo. “Os alimentos podem combater ou favorecer a multiplicação de fungos, inclusive do que provoca essa doença”, diz a ginecologista e obstetra Eloisa Pinho, que faz parte do corpo clínico da Clínica GRU saúde, em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, e dos hospitais São Luiz e Pro Matre, na capital paulista. Alimentos ricos em carboidratos simples, como farinha branca e seus derivados (como as massas) e arroz branco, quando são digeridos, liberam glicose em abundância, ajudando na proliferação dos fungos —o Candida albicans precisa de glicose para se nutrir.

Açúcares e frutas com alto índice glicêmico, como banana, manga e caqui, também estão entre os alimentos que, além de liberarem mais glicose, alteram o pH da flora vaginal, deixando-a mais ácida e, assim, colaborando para a formação do ambiente ideal para a multiplicação dos fungos. Carnes processadas (presunto, salsicha, linguiça, bacon, salame, mortadela, peito de peru), alimentos enlatados, bebidas alcoólicas e café em excesso também não são bem-vindos. Esses alimentos e bebidas estão associados ao estresse oxidativo, provocando uma liberação maior de radicais livres e tornando o organismo mais ácido e mais propício para o descontrole dos fungos. Eles também aumentam o risco de inflamação e enfraquecem o sistema imune.

É importante ressaltar que a alimentação, por si só, não funciona como um tratamento ou prevenção do problema. A candidíase depende muito do sistema imunológico da mulher, assim como de questões hormonais e também ambientais. No caso dos alimentos citados acima, eles apenas podem favorecer o desenvolvimento dos sintomas ou, ainda, retardar a cura quando um quadro da doença se estabelece. O ideal é ter um diagnóstico correto e tratar a doença de uma forma global, ou seja, seguir o tratamento médico e realizar mudanças pontuais no dia a dia, o que inclui a alimentação.

Alimentos que ajudam a controlar o fungo

Uma alimentação saudável e equilibrada com ênfase em elementos ricos em vitaminas e minerais são boas opções, pois reforçam o funcionamento do sistema imunológico e têm ação anti-inflamatória

Vale investir em:

• Vitamina A: frutas e verduras alaranjados e vegetais verde-escuros;
• Vitamina C: laranja, limão, acerola, caju e goiaba;
• Vitamina D: ovo, leite, carnes, peixes e frutos do mar;
• Vitaminas do complexo B: grãos integrais, vísceras e frango;
• Zinco: ostras, carnes de boi, peru, vitela e frango;
• Semente de abóbora e oleaginosas;
• Ômega 3: peixes de águas frias e profundas, como o salmão e o atum, além de chia e a linhaça.
O orégano, alecrim, tomilho e alho, por sua vez, têm ação antifúngica e, por essa razão, também são aliados nesse caso. Os probióticos, encontrados em leites fermentados, kefir, kombuchá ou suplementos, também podem fazer parte do tratamento, pois ajudam a equilibrar a flora intestinal, o que dá uma força no combate a infecções oportunistas. Além disso, as fibras alimentares servem de combustível para a flora, segundo a nutricionista Lara Natacci, doutora com enfoque em comportamento alimentar pela Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo).
Outros cuidados importantes para evitar a candidíase
Para evitar as crises, além de tomar cuidado com o cardápio, é importante preferir peças íntimas de algodão, não usar absorventes diários e dormir sem calcinha, atitudes que evitam o abafamento da região —a umidade excessiva na região genital também favorece a proliferação do fungo, causando desconforto, coceira e vermelhidão.
Além disso, é importante não ficar muito tempo com roupas molhadas e não é recomendado usar sabonetes ou desodorantes íntimos, que podem alterar a flora vaginal.



Fonte: Uol - VivaBem - Thais Szego



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