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Farinha nutritiva e rica em fibras é feita a partir de resíduos de alimentos

Compartilhe:     |  9 de outubro de 2014

Pesquisadores da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) conseguiram desenvolver uma farinha de frutas e hortaliças a partir de resíduos de alimentos que seriam descartados. Em testes clínicos, o produto, bastante nutritivo e rico em fibras, se mostrou eficaz no combate à prisão de ventre. O estudo põe em destaque a área de Segurança Alimentar e Nutricional, tema da edição deste ano do Prêmio Jovem Cientista.

— Inicialmente, nós buscávamos criar uma bebida isotônica natural de frutas e hortaliças. Mas o processo começou a gerar resíduos. Então, paralelamente, desenvolvemos a farinha — explica a nutricionista Édira Castello Branco de Andrade Gonçalves, professora e coordenadora do Programa de Pós-graduação em Alimentos e Nutrição da Unirio.

O produto foi estabelecido a partir de talos, bagaço, cascas e sementes de sete hortaliças e quatro frutas.

Inscrição de trabalhos até 19 de dezembro

Em experimento, 14 mulheres com constipação intestinal ingeriram de cinco a dez gramas da farinha diariamente, por dez dias. Todas apresentaram melhora em até seis dias, sendo que metade obteve resultados logo no segundo dia.

A farinha tem sabor agridoce e pode ser consumida pura ou misturada a bebidas e alimentos. O produto está em processo de patente e deve ser comercializado no futuro.

Trabalhos como esse podem concorrer à 28ª edição do Prêmio Jovem Cientista, uma iniciativa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em parceria com a Fundação Roberto Marinho. Estudantes e jovens pesquisadores devem se inscrever até 19 de dezembro. Na categoria Mestre e Doutor, o campeão leva R$ 35 mil. Para alunos do Ensino Superior, o valor é de R$ 18 mil. Vencedores do Ensino Médio receberão um laptop. Mais informações em www.jovemcientista.cnpq.br.



Fonte: Extra - Camilla Muniz



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