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Fechamento de escolas deixa 290 milhões de estudantes sem aulas em 13 países

Compartilhe:     |  7 de março de 2020

O fechamento de escolas em 13 países devido à epidemia do novo coronavírus COVID-19 interrompeu a educação de mais de 290 milhões de estudantes, um número recorde, informou a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) na quinta-feira (5).

As crianças desfavorecidas são as mais atingidas pelas medidas de emergência, declarou a diretora geral da UNESCO, Audrey Azoulay.

“Embora o fechamento temporário de escolas como resultado de crises de saúde e outras não seja novo, infelizmente, a escala e a velocidade globais da atual perturbação educacional são sem precedentes e, se prolongada, pode ameaçar o direito à educação”.

Outros nove países implementaram fechamentos escolares localizados: a UNESCO estima que, se esses países fecharem escolas em todo o país, mais 180 milhões de crianças serão impedidas de frequentar a escola.

Dados oficiais da UNESCO mostram que a grande maioria dos alunos afetados está na China (mais de 233 milhões), seguida pelo Japão (quase 16,4 milhões) e Irã (mais de 14,5 milhões).

A agência alerta que o fechamento de escolas é problemático por várias razões. Eles afetam negativamente a aprendizagem; diminuem a produtividade econômica, à medida que os pais passam a ter dificuldades para equilibrar os compromissos de trabalho com os cuidados com as crianças; e ampliam a desigualdade, pois famílias desfavorecidas tendem a ter níveis mais baixos de educação e menos recursos para preencher as lacunas de aprendizado.

Outras consequências negativas incluem má nutrição (muitas crianças dependem de refeições escolares gratuitas ou com desconto), tensões não intencionais nos sistemas de saúde (as mulheres representam uma grande parcela dos profissionais de saúde em muitos países e muitas vezes têm que faltar ao trabalho quando as escolas fecham, para cuidar de seus filhos) e aumento da evasão escolar (é um desafio garantir que as crianças retornem à escola após o fechamento).

Azoulay disse que a UNESCO está trabalhando com países para garantir a continuidade do aprendizado para todos. A agência está ajudando a implementar programas de ensino à distância em larga escala e planeja convocar uma reunião de emergência de ministros da Educação na próxima semana.

Em coletiva de imprensa, Tedros Adhanon Ghebreyesus, chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), alertou que alguns países não estão levando o surto a sério o suficiente ou decidiram que não há nada que possam fazer para detê-lo.

Tedros insistiu que a epidemia pode ser adiada, mas somente se houver uma “abordagem coletiva, coordenada e abrangente que envolva todo o mecanismo do governo”.

Observando que os países estão planejando cenários semelhantes há algum tempo, o chefe da OMS os convocou a ativar seus planos e disse que as principais lideranças devem coordenar todas as partes do governo, incluindo segurança, diplomacia, finanças e transporte.

Nas últimas 24 horas, a China registrou 143 novos casos, a maioria na província de Hubei. Fora da China, 2.055 casos foram relatados em 33 países. Isso eleva o número total de casos globais para 95.265, com 3.281 mortes. Cento e quinze países não relataram nenhum caso.



Fonte: ONUBr



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