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Fenômeno raro acontece na próxima semana. Saiba como NÃO vê-lo

Compartilhe:     |  7 de maio de 2016

Na próxima semana, o céu será palco de um raro fenômeno astronômico: o trânsito de Mercúrio, nome dado à passagem do planeta entre o Sol e a Terra. O fenômeno acontecerá na segunda-feira (9) e terá início às 8h12, terminando às 15h42 (horário de Brasília). O problema? Ninguém deverá olhar para o Sol. “O trânsito só poderá ser visto com observação solar segura, conduzida por um especialista. Em hipótese alguma se deve tentar visualizar o fenômeno a olho nu: a radiação solar é extremamente perigosa e causa danos permanentes à visão em questão de segundos”, explica Gustavo Rojas, astrônomo e físico da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

Minieclipse – Devido ao seu tamanho diminuto e à grande distância que está da Terra, Mercúrio poderá ser observado como uma pequena bola negra passando em frente ao Sol, sem encobrir o grande astro. Para ver o fenômeno de forma segura, o ideal é utilizar aparelhos específicos com filtros especiais. “A observação segura é feita utilizando filtros astronômicos especiais que bloqueiam 99,999% da luz solar, ou através do método da projeção, na qual se observa a imagem do Sol projetada em uma tela. Não se deve tentar improvisar filtros com materiais caseiros como chapas de raios X, filmes velados, vidro esfumaçado etc.”, diz Gustavo Rojas, astrônomo e físico da UFSCar.

“O planeta Mercúrio aparecerá como um pequenino disco negro visível sobre o disco solar, com diâmetro aparente 158 vezes menor que o do Sol. Não será possível visualizar o movimento do planeta, já que este levará 7 horas e 40 minutos para cruzar a superfície do Sol”, afirma Rojas.

Raro – De acordo com o astrônomo, o fenômeno é raro, pois exige que a conjunção inferior de Mercúrio (quando o planeta fica “alinhado” com a Terra e o Sol) coincida com a passagem do planeta pelo plano da órbita da Terra em torno do Sol. “Essa coincidência só ocorre algumas vezes por século – 13 a 14, para ser mais exato”, explica. A última vez que o evento pôde ser visto pelos terráqueos foi em 2006. Os próximos serão registrados em novembro de 2019 e, depois, só em maio de 2049.

Diversas entidades brasileiras estão promovendo observações públicas do trânsito na próxima segunda. Entusiastas que não possuem equipamento e desejam ver o raro fenômeno podem buscar as entidades mais próximas no blog do Trânsito de Mercúrio 2016. O portal americano de astronomia Slooh vai transmitir ao vivo o fenômeno a partir das 8 horas (horário de Brasília).

Os principais eventos astronômicos de 2016

Trânsito de Mercúrio

Trânsito de Mercúrio

Na manhã de 9 de maio, o céu será palco de um raro fenômeno astronômico: o trânsito de Mercúrio, nome dado à passagem do planeta entre o Sol e a Terra. O evento, que acontece 13 vezes em um intervalo de 100 anos, é como se fosse um “eclipse”. No entanto, devido ao seu tamanho diminuto e à grande distância que está da Terra, Mercúrio poderá ser observado como uma pequena bola negra passando em frente do Sol, sem encobrir o grande astro. Em 2016, o fenômeno terá início às 8h08 e terminará às 15h36. “O trânsito só poderá ser observado usando instrumentos óticos (binóculos e telescópios) e tomando as precauções necessárias a toda observação solar: observar somente pelo método da projeção – binóculos ou telescópios – ou com filtros astronômicos especiais. Em hipótese alguma se deve utilizar materiais caseiros como chapas de raios-X, filmes velados, pois podem causar danos a visão do observador. Para observar, tomando as devidas precauções, deve-se olhar para o Sol: Mercúrio aparecerá como um pequeno disco se deslocando lentamente em frente ao Sol”, diz Gustavo Rojas, astrônomo e físico da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR).

Conjunções planetárias

Conjunções planetárias

Durante as conjunções planetárias, dois ou mais corpos celestes aparentam estar muito próximos um do outro no céu. Em 2016, o destaque será para as aproximações de Vênus e Saturno, em 9 de janeiro, e de Vênus e Júpiter, em 27 de agosto, que poderão ser vistas de todo o país. Os planetas poderão ser vistos tanto a olho nu como com o uso de equipamentos (binóculos e telescópios). A conjunção de Vênus e Saturno acontece a partir das 4h até o amanhecer, na direção Leste do céu. Já a aproximação de Vênus e Júpiter terá início no entardecer e será visível até às 19h30.

Oposição de Marte

Oposição de Marte

Na noite de 22 de maio, a Terra estará entre Marte e o Sol, o momento mais adequado para observar o planeta da superfície terrestre. O fenômeno, chamado de “oposição”, pois é o instante em que Marte e o Sol estão em posições opostas, poderá ser visto em todos os Estados brasileiros, sem o auxílio de instrumentos. “Em 2016, Marte atingirá a melhor posição de observação desde 2005, quando ficará a 76 milhões de quilômetros da Terra e atingirá magnitude -2, mais brilhante que qualquer estrela no céu”, disse Rojas. Para observar um astro em oposição, deve-se olhar, no começo da noite, na direção Leste, onde o Sol nasce. O ponto mais brilhante será o planeta, que ficará visível durante toda a noite.

Chuva de meteoros Eta Aquarídeas

Chuva de meteoros Eta Aquarídeas

A principal chuva de meteoros de 2016 será a Eta Aquarídeas, que atingirá seu ápice em 7 de maio e poderá ser observada a olho nu de todo o país. O fenômeno está associado ao cometa 1P/Halley e é visível, anualmente, entre os dias 19 de abril e 28 de maio. “Deve-se olhar para a constelação de Aquário a partir das 3h, sendo que o melhor horário para a observação será cerca de uma hora antes do amanhecer”, diz Gustavo Rojas, astrônomo e físico da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). Neste ano, a Geminídeas, que costuma ser a mais intensa chuva de meteoros anual, não poderá ser vista, pois será prejudicada pela iluminação da Lua Cheia.

Superluas

Superluas

“Superlua” é o nome dado ao fenômeno em que a Lua parece estar maior e mais brilhante. Ele ocorre quando o perigeu lunar – ponto da órbita em que o satélite está o mais próximo possível da Terra – coincide com a fase cheia da Lua. Nesse momento, ela pode parecer até 14% maior e até 30% mais brilhante. Em 2016, o céu terá “superluas” nos dias 16 de agosto, 14 de novembro e 14 de dezembro.



Fonte: Veja



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