Notícias

Filhos de mães obesas apresentam riscos muito maiores de autismo e Transtorno de Déficit de Atenção, diz estudo

Compartilhe:     |  4 de maio de 2015

Filhos de mães obesas possuem um risco mais elevado de desenvolver autismo e Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), de acordo com uma nova pesquisa.

Os bebês nascidos de mães severamente acima do peso, são três vezes mais propensos a desenvolver transtorno do espectro do autismo e mais de quatro vezes mais chances de TDAH, diagnosticadas aos 6 anos de idade.

Os pesquisadores não analisaram os motivos pela incidência, mas acreditam que a obesidade na gravidez leva ao aumento da inflamação, o que pode afetar o desenvolvimento do cérebro, ainda no feto.

A equipe dos EUA analisou dados de 1.311 pares de mães e filhos, recolhidos entre 2005 e 2012. Foram considerados o Índice de Massa Corporal (IMC) das mães, antes da gravidez, e os relatórios de dificuldades psicossociais das crianças aos seis anos. Eles também analisaram diagnósticos de problemas de desenvolvimento das crianças e se eles receberam serviços com necessidades especiais.

Os investigadores descobriram que as crianças com mães que tinham um IMC superior a 35 – classificando-as como ‘gravemente obesas’ – eram duas vezes mais propensas a ter sintomas de alterações emocionais, problemas com colegas e dificuldades psicossociais. Houve a comparação com filhos de mães que tinham um IMC saudável – entre 18,5 e 25 -, para analisarem os dados.

A equipe já havia encontrado provas dessa ligação em dois estudos anteriores, mas queriam ver se a relação realmente existia com a variação de peso. Para a análise, eles levaram em conta o ganho de peso durante a gravidez, diabetes gestacional, quanto tempo eles foram amamentadas, depressão pós-parto e peso da criança ao nascer.

A principal autora do estudo, Heejoo Jo, do Centros de Controle e Prevenção de Doenças, disse à Reuters: “Nós já sabemos que a obesidade está relacionada a problemas de saúde durante a gravidez e durante toda a vida. Isso pode ajudar, já que a obesidade mórbida não só afeta a saúde da mulher, como também a de seus filhos”, de acordo com o jornal Daily Mail.

Este estudo não pôde analisar o mecanismo que liga a obesidade grave e de risco para problemas de desenvolvimento mais tarde, ela acrescentou. “Uma teoria que ainda não conseguimos analisar e precisa de mais pesquisa, é que a obesidade materna cause o aumento da inflamação, o que pode afetar o desenvolvimento do cérebro fetal”, completou.

De acordo com Heejo, as mulheres devem receber atenção integral e discutir todas as questões de saúde com seus médicos, antes de engravidar, incluindo os dados de peso. As mulheres que estejam gravemente obesas antes da gravidez, ou pretendam engravidar, devem se empenhar na redução de peso para reverter esse cenário.

A pesquisa foi publicada na revista Pediatrics.



Fonte: Jornal Ciência - Bruno Rizzato



Leia também:

Projetos ambientais
Aqui você é o Reporter

Espaço Animal

Lei que proíbe piercings e tatuagens em animais é sancionada no Distrito Federal

Leia Mais