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Florestas plantadas reduzem devastação de matas nativas nos principais biomas brasileiros

Compartilhe:     |  18 de julho de 2020

As últimas notícias sobre o desmatamento nos principais biomas no Brasil trouxeram à tona importantes reflexões sobre o engajamento social para a preservação e a conservação dos recursos naturais.

Principalmente neste momento de pandemia, é urgente a compreensão coletiva sobre a plena dependência do equilíbrio ambiental para a manutenção da sobrevivência no planeta.

Neste contexto, e tendo em vista a celebração do dia de proteção às florestas, que será comemorado nesta sexta-feira (17), a Associação Mineira da Indústria Florestal (Amif) reforça o papel fundamental das florestas plantadas, cultivadas para a produção renovável de madeira, no combate à destruição dos três principais biomas presentes em Minas Gerais: o Cerrado, a Mata Atlântica e a Caatinga.

Entre as várias contribuições das florestas plantadas para conservação das matas nativas, duas merecem destaque: A primeira é a preservação e conservação de matas nativas dentro das áreas plantadas, formando extensos mosaicos entre estas; A segunda segue a lógica de mercado.

Ao disponibilizar madeira sustentável ao mercado, as florestas plantadas reduzem naturalmente a demanda e a consequente pressão por madeira de origem ilegal proveniente das matas nativas.

“A indústria florestal mineira considera extremamente necessário e urgente o combate rigoroso e intolerante ao desmatamento ilegal para termos a chance de garantir o futuro de nossas gerações”, enfatiza a presidente da Amif, Adriana Maugeri.

Com 2,3 milhões de hectares, as florestas plantadas representam hoje a maior cultura agrícola de Minas Gerais, ultrapassando significativamente a área plantada de culturas tradicionais mineiras, como o café, a cana, o milho, o feijão e a soja.

As florestas plantadas, em termos de localização, estão distribuídas proporcionalmente da seguinte forma em Minas: 66,2% do total estão no Cerrado, 33,7% na Mata Atlântica e cerca de 0,1% na Caatinga.

Já em termos proporcionais de ocupação das florestas plantadas em relação a área total de cada um destes biomas em Minas, há a seguinte distribuição: 3,3% da Mata Atlântica; 4,83% do Cerrado e 0,02% da Caatinga. Desta forma, a grande parte das áreas destes biomas é composta por outros usos do solo, como cidades e edificações, outras culturas agrícolas, atividades econômicas, áreas degradadas, áreas preservadas e conservadas.

A ocupação de 3,3% da Mata Atlântica mineira por florestas plantadas demonstra, com dados rastreáveis e transparentes, a verdadeira atuação das florestas plantadas neste bioma, sendo uma de suas maiores conservadoras.

A cada hectare plantado de floresta, outro 0,6 hectare de vegetação nativa é conservado pela indústria de base florestal mineira. Assim, em Minas Gerais, as florestas plantadas são diretamente responsáveis pela preservação e conservação de mais de 1,3 milhão de hectares de matas nativas, o que o torna um dos maiores conservadores de nativas de Minas.

As unidades de conservação sob a gestão do Estado somam a área de 2,4 milhões de hectares, entre unidades de proteção integral e de uso sustentável, segundo dados do Instituto Estadual de Florestas (IEF). As áreas de RPPN, ou seja, aquelas conservadas por entidades privadas no Estado, têm o número de 0,25 milhão de hectares.

Toda a indústria florestal mineira, responsável pelo manejo das florestas plantadas, conserva uma área equivalente à metade da área conservada por todos os órgãos públicos de Minas. São 1,3 milhão de hectares conservados pelo setor privado produtor de florestas e 2,4 milhões de hectares conservados sob gestão do Estado.

Sustentabilidade – Além de ser a maior cultura agrícola mineira, somente a área total de matas nativas conservadas pelo setor florestal é superior à área total cultivada pelo café no Estado. A razão de existir das florestas plantadas é ofertar ao mercado madeira de origem legal e sustentável com a consequente redução da ameaça de desmatamento das matas nativas.

As florestas plantadas cumprem importante papel social, ambiental e econômico, na medida em que reflorestam áreas degradadas, contribuem para manter a disponibilidade da água e nutrientes do solo, amenizam a pressão sobre as florestas naturais, uma vez que oferecem madeira renovável, geram e contribuem para a inclusão social.

A Amif representa a indústria produtora de madeira e os consumidores de produtos e subprodutos florestais em seu primeiro beneficiamento. São empresas que cultivam árvores de várias espécies com a finalidade de oferecer madeira para o mercado de forma renovável e sustentável.

A grande maioria destas florestas possui certificações internacionalmente reconhecidas, que atestam esta sustentabilidade do seu manejo e origem.

A madeira cultivada é utilizada principalmente para produção de painéis, pisos laminados, lápis, madeira serrada, madeira tratada, carvão vegetal, celulose. São produtos e subprodutos que estão presentes na vida 100% dos brasileiros, oferecendo bem-estar, conforto, higiene e praticidade.

Hoje, a entidade defende as causas e direitos deste setor, trabalhando a favor do desenvolvimento e competitividade desta agroindústria e dos produtores florestais, responsáveis por produzirem um dos materiais mais nobres e limpos que a sociedade dispõe: a madeira. Este setor alimenta uma vasta cadeia de valor, gerando empregos, oportunidades de renda e valor nas áreas rurais e benefícios socioambientais



Fonte: BH Eventos



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