Notícias

Fofura dos gatos é muitas vezes uma estratégia de sobrevivência

Compartilhe:     |  8 de junho de 2015

Segundo o IBGE, existem mais cachorros que crianças no Brasil. São 52 milhões de cachorros em 44% das casas. E 17% das casas têm um gato de estimação.

Ah, os gatos. Quem resiste ao charme deles? A internet é a prova. Existem mais de 10 milhões de vídeos dedicados aos felinos na rede.

Assim como acontece com outros animais que dão vontade de apertar, a fofura dos gatos é muitas vezes uma estratégia de sobrevivência. Discretos, eles têm um jeito delicado de se comunicar: é o ‘rom-rom’, o barulhinho do ar passando pelos músculos da garganta. É um som de prazer: estudos mostraram que a vibração do ‘rom-rom’ é parecida com a vibração do aparelho de ultrassom usado em tratamentos de fisioterapia. Tem um efeito relaxante. Ou seja: se o gato tá ronronando, é porque está tranquilo.

Os pesquisadores identificaram também um segundo tipo de ‘rom-rom’, mais agudo, e comum apenas entre os gatos domesticados. Nesse caso, a mensagem é uma só: ‘Ei, dono, cuida de mim? Dá comida? Dá carinho?’

Segundo o estudo, gatos convivem com humanos há 9 mil anos. Nesse tempo, assimilaram o jeito como as crianças se comunicam com os adultos.

A lógica seria mais ou menos assim: se os bichos pequenos falam fininho e conseguem tudo dos bichos grandes, vou fazer igual. Então, essa fofura tem explicação científica: é que os gatos acionam nosso senso de proteção. E dá certo.

Voz fina nem sempre significa charminho. O minúsculo sapo do deserto é do tamanho de uma noz. Vive na África do Sul. Ele costuma soltar um grito de guerra para mostrar que está muito bravo. Funciona como uma ameaça para um invasor que ouse se aproximar. É melhor nem chegar perto.

No vídeo acima, você vai poder ver um beija-flor que parece roncar. Mas será que está roncando mesmo? A maior habilidade de um beija-flor é a velocidade com que ele bate as asas. Algumas espécies chegam a fazer isso 60 vezes por segundo. E gastam muita energia.

Por isso, na hora de dormir, o beija-flor está exausto. Testes em laboratório mostraram que os batimentos cardíacos caem de mil por minuto para apenas 50. É um estado conhecido como torpor. Mas como explicar o ronco? Sair do torpor é diferente de acordar. O passarinho tem que ir de um extremo a outro. É preciso encher os pulmões, ganhar fôlego. O beija-flor está portanto despertando, puxando oxigênio, e a passagem do ar cria um assobio. Mas que é fofo, é.

A lontra marinha tem algumas das características que atraem o afeto dos humanos. Parecem vulneráveis como uma criança, com uma barriga redondinha. Por isso, a gente se derrete. Mas o jeito desajeitado delas engana. As lontras marinhas são muito inteligentes. Uma espécie que vive na costa da Califórnia é o animal mais peludo do mundo. O ser humano tem, em média, 5 milhões de pelos no corpo. Mas a espécie tem 800 milhões.

Os pelos funcionam como se fosse um cobertor que mantém os mamíferos quentinhos na água gelada. Ele não deixa escapar o ar aquecido pelo corpo do animal. As lontras se coçam para espalhar as bolhas de calor por todo o corpo. Os filhotes não conhecem o truque e se aquecem agarradinhos com a mãe. Mas alguns são abandonados. E um aquário na Califórnia criou um berçário só para cuidar deles.

Uma lontra que chegou no aquário faz um dia já se atracou com a mamadeira. O biólogo usa uma máscara para o filhotinho não ficar confuso. Vai que ele pensa que esse cafuné todo vem da mãe. Se ele se apegar ao biólogo, vai ter dificuldade de sobreviver sozinho no mar. A massagem com a escova é para o bebê aprender a distribuir o calor.

No domingo que vem (14) você vai saber por que os pandas são mais fofos do que os outros ursos? E o passo do pinguim? Tem algum motivo, além de ser a coisa mais adorável do mundo?



Fonte: Fantástico



Leia também:

Projetos ambientais
Aqui você é o Reporter

Espaço Animal

Holanda se torna o primeiro país sem cães abandonados – e não precisou sacrificar nenhum

Leia Mais