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Formigas preferem ingerir xixi a açúcar – e isso faz bem ao planeta

Compartilhe:     |  8 de fevereiro de 2020

Não faz muito tempo, pesquisadores australianos viram que formigas açucareiras também bebem xixi. Eles achavam que isso seria um mecanismo desses insetos para sobreviver em situações nas quais elas não encontram açúcar. Entretanto, um novo estudo realizado pela mesma equipe da Universidade da Austrália Meridional concluiu que, na verdade, as formigas preferem ingerir urina ao ingrediente doce.

O trabalho comparou o comportamento das formigas açucareiras (Camponotus terebrans) quando expostas a diferentes concentrações de urina humana, água açucarada e água com ureia, substância encontrada no xixi de mamíferos. Os cientistas ficaram supresos quando viram que os insetos eram mais atraídos pelo líquido excretado por humanos.

A explicação é que as formigas açucareiras procuram ureia porque a substância é processada por uma bactéria presente no trato digestivo desses insetos. Essa bactéria consegue extrair nitrogênio da ureia e usá-lo para formar proteína.

E, além disso ajudá-las a sobreviver em condições adversas (como o deserto australiano), o hábito também faz bem ao meio ambiente. Isso porque, ao consumir nitrogênio, as formigas impedem que óxido nitroso (N2O), um gás de efeito estufa, seja liberado na atmosfera.

O N2O é 300 vezes mais potente que o dióxido de carbono (CO2). Embora seja menos potente que o CO2, sua presença na atmosfera tem aumentado significativamente na última década devido ao alto uso de fertilizantes pelo mundo.

Sophie Petit, autora da pesquisa, diz que, embora ainda haja muito a aprender sobre esse comportamento das formigas açucareiras, o estudo mostra uma relação simbiótica entre formigas e vertebrados, como cangurus, e evidências do ciclo do nitrogênio. “A capacidade das formigas prosperarem em ambientes secos e arenosos e usar fontes de nitrogênio não disponíveis para outras espécies é impressionante. Isso pode dar a elas uma vantagem competitiva ao permitir que alimentem mais filhotes e, portanto, aumentem sua população”, analisa Petit, em comunicado.



Fonte: Galileu



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