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Fóssil de ave com dedo enorme é encontrado em âmbar de 99 milhões de anos

Compartilhe:     |  14 de julho de 2019

Uma ave com um dedo atipicamente comprida foi encontrada embalsada em um âmbar de 99 milhões de anos. A descoberta foi feita por pesquisadores chineses, que compraram o objeto de um vendedor em Myanmar.

Os especialistas acreditam que o animal usava os dedos alongados para capturar comida “escondida” nas árvores. “Fiquei muito surpresa quando vi o âmbar”, disse em comunicado Lida Xing, uma das autoras da pesquisa. “Isso mostra que os pássaros antigos eram muito mais diversos do que pensávamos. Eles desenvolveram muitas características diferentes para se adaptarem aos seus ambientes.”

A espécie é tão diversa que um novo gênero teve de ser criado para sua classificação. O nome escolhido foi Elektorornis chenguangi — a primeira palavra significa “pássaro âmbar”. O bicho faz parte de um grupo de pássaros extintos chamados Enantiornithes, o tipo mais abundante da era Mesozóica.

Dedo da ave era incomumente grande; neste caso media cerca de 3,5 centímetros (Foto: Lida Xing/Current Biology)

Com base no fóssil, os cientistas estimaram que Elektorornis era menor do que um pardal e era arbóreo, o que significa que passava a maior parte do tempo em árvores. “Dedos alongados são vistos em animais arborícolas porque eles precisam ser capazes de agarrar galhos”, explicou Jingmai O’Connor, co-autor do estudo. “Mas essa diferença extrema nos comprimentos do dedo, até onde sabemos, nunca foi vista antes.”

O pé da ave tem quatro dedos, com o terceiro medindo 20% a mais do que a parte inferior de sua perna e sendo 41% maior que o segundo dedo. Não se sabe por que o animal desenvolveu uma característica tão incomum, ainda mais porque o único bicho conhecido com dedos desproporcionalmente longos é o aie-aie – primata encontrado em Madagascar.

“Não há nenhuma ave com uma morfologia semelhante que possa ser considerada um análogo moderno para esse fóssil”, comentou O’Connor. “Muitos pássaros antigos provavelmente estavam fazendo coisas completamente diferentes dos vivos. Esse fóssil expõe um nicho ecológico diferente que esses animais primitivos estavam experimentando enquanto evoluíram.”



Fonte: Revista Galileu



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