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Fóssil de réptil de 90 milhões de anos é encontrado em Minas Gerais

Compartilhe:     |  3 de agosto de 2014

Pesquisadores de Minas Gerais anunciaram nesta sexta-feira a descoberta de um fóssil que possivelmente pertence a uma espécie desconhecida de crocodilo que viveu há 90 milhões de anos.

O trabalho foi feito nos sítios paleontológicos de Três Antas e Seis Irmãos, na região de Iturama e Campina Verde, por geólogos, paleontólogos e técnicos da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). Entre as descobertas, estão a de dois crocodilos e uma ninhada com quatro ovos. O principal achado é um crânio praticamente completo de 45 centímetros, além de vários elementos ósseos — como cauda e perna — de uma espécie ainda não documentada de crocodilo.

Os pesquisadores localizaram ainda microfósseis de ostracodes, que são crustáceos de água doce, além de fragmentos de peixes — escamas e ossos cranianos — e de uma tartaruga. “Há uma grande possibilidade de se tratar de espécimes inéditos para a ciência. Com certeza, resultarão em artigos científicos”, disse o geólogo Luiz Carlos Ribeiro, um dos líderes da pesquisa.

Exposição — Identificados os espécimes e comprovado seu ineditismo, os fósseis serão disponibilizados em mostra pública no Museu dos Dinossauros, que fica no Complexo Cultural e Científico de Peirópolis, na zona rural de Uberaba, no Triângulo Mineiro.

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Oxalaia

Imagem: (Felipe Alves Elias/Divulgação)

O Oxalaia (Oxalaia quilombensis), encontrado no Maranhão, é o maior dinossauro carnívoro já encontrado no Brasil, com 14 metros de comprimento. Sua boca era parecida com a dos crocodilos, que, aliás, já viviam em grande número no Brasil, e gostava de comer preferencialmente peixes.

Manirraptora

Imagem: (Felipe Alves Elias/Divulgação)

Tudo que os paleontólogos acharam do Manirraptora foi uma simples garra. Como então, podem saber como era o resto do animal? Luiz Anelli compara o achado a um ponteiro de um relógio do Mickey encontrado no deserto. “Pelo tamanho do ponteiro, já dá para saber que não foi usado para fazer um Big Ben. E, por termos vistos outros ponteiros, sabemos que aquele é um ponteiro de um relógio do Mickey.” O mesmo raciocínio pode ser aplicado ao dinossauro. Pela garra, é possível determinar o tamanho e a qual grupo ele pertenceu. “Outra curiosidade sobre os manirraptoras é que seus descendentes são hoje o segundo grupo mais diversificado de vertebrados sobre a Terra, só perdendo para os peixes.” Se você ainda não ligou os pontos, Anelli está falando das aves, que podem, sim, ser classificadas como dinossauros.

Saturnalia

Imagem: (Felipe Alves Elias/Divulgação)

O Saturnalia não é um dinossauro propriamente dito, mas um prossaurópode, uma espécie de irmão mais velho do dinossauro. Apesar da imagem imponente aí em cima, ele tinha o tamanho similar a de um cachorro são bernardo. “Ele tinha várias características mescladas, que depois foram separadas entre os vários grupos de dinossauros”, diz Anelli. Eles foram extintos no período entre o final do Triássico e o início do Jurássico.

Santanarraptor

Imagem: (Felipe Alves Elias/Divulgação)

O Santanarraptor tinha metade da altura de um homem, mas chegava a 2,5 metros de comprimento. Seu achado, em um dos 10 sítios arqueológicos mais importantes do mundo, em Santana do Cariri, no Ceará, foi extremamente importante pelo grau de preservação do fóssil. “Ele foi petrificado rapidamente, por isso tinha um grau de detalhamento muito grande. Era possível ver as veias, músculos e as penas”, explica Anelli.

Sacissauro

Imagem: (Felipe Alves Elias/Divulgação)

O Sacissauro não tinha só uma perna. O nome indica, na verdade, as circunstâncias únicas em que seu fóssil foi encontrado no Rio Grande do Sul. Apesar de ser comum que faltem muitos ossos dos esqueletos dos dinossauros, este não possuía nenhuma perna esquerda. O fato bizarro, no entanto, era a presença de doze (!) pernas direitas. “É comum que predadores peguem os restos e levem para outros locais onde possam comer em paz. Mas obviamente eles não fazem distinção entre pernas direitas e esquerdas. A única explicação é a casualidade – o que não é uma boa explicação”, admite Anelli.

Tapuiassauro

Imagem: (Felipe Alves Elias/Divulgação)

O tapuiassauro é um titanossauro, assim chamado pelo tamanho: tinha 13 metros de comprimento. Os titanossauros viviam em todo o Hemisfério Sul do planeta, quando os continentes ainda eram grudados, por isso fósseis foram encontrados em lugares tão distintos quanto o Brasil e a Índia (que naquela época ficava no Hemisfério Sul). Mas o fóssil mais completo já achado, com a cabeça junto, foi justamente o do tapuiassauro, em 2005, por uma pessoa comum, José Souza, conhecido na cidade de Coração de Jesus como Zezinho. Foi graças ao tapuiassauro que foi possível saber como era a cabeça dos titanossauros.



Fonte: Veja - Com Estadão Conteúdo e agência EFE



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