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Frio: veterinários indicam cuidados com pets

Compartilhe:     |  13 de junho de 2021

cachorros gatos frio

As temperaturas estão caindo e o corpo dos animais de estimação, assim como acontece com os humanos, sente as mudanças climáticas. O ar mais seco pode ocasionar problemas respiratórios e animais de mais idade podem sentir desconforto nas articulações com o frio. Por isso, todos os cuidados que os tutores já tomam com seus cães e gatos durante o ano devem ser intensificados para mantê-los saudáveis.

Os animais idosos são os que mais sofrem. Eles têm artrite, artrose e problemas de coluna, como hérnia de disco, e podem sentir dores intensas nos dias frios. Também, com o passar dos anos de vida, há uma diminuição da massa muscular e a camada de gordura fica um pouco menor. Isso dificulta a manutenção da temperatura corporal dos pets.

Foto: Harrison Kugler | Unsplash

De um modo geral, as baixas temperaturas fazem cair a imunidade de qualquer animal. Neste caso, é preciso ficar atento, independentemente da idade, a problemas respiratórios, pneumopatias, gripes e resfriados, além de doenças do complexo respiratório em felinos. Por isso, a importância de manter visitas regulares ao médico-veterinário e todas as vacinas em dia.

“Alguns animais têm predisposição a ter doenças do trato respiratório superior e maior propensão a ter pneumonia se ficarem ao relento, fora da casa, com ar frio”, explica a veterinária Rosangela Ribeiro Gebara, da Comissão Técnica de Bem-estar Animal do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP).

Foto: Thewonderalice | Unsplash

“Nos dias mais frios, evite os banhos”, recomenda a profissional. Se for inevitável, a orientação é que seja um banho com água morna. Em seguida, os pelos do animal devem ser bem secos e ele não deve ser exposto ao vento.

Segundo Rosangela, é muito importante que o pet não fique em área aberta, sem proteção. “Os animais sofrem com a queda de temperatura assim como nós. Eles têm que ter uma casinha, uma caminha e uma proteção do piso.”

Algumas raças de cães apresentam uma condição anatômica diferente, como os braquicefálicos – entre eles pug, shitzu, pequinês, buldogue inglês, buldogue francês, lhasa apso e boxer –, e isso pode gerar um desconforto respiratório maior nessas épocas mais frias, explica o veterinário Eduardo Pacheco, da Comissão Técnica de Clínicos de Pequenos Animais do CRMV-SP. Em relação aos felinos, afirma ele, a raça persa tem mais predisposição a desenvolver alterações respiratórias.

Foto: Karsten Winegeart | Unsplash

Atenção aos sinais

Pacheco recomenda estar sempre de olho no comportamento do animal. Quando ele começa a apresentar alguma moléstia, seja respiratória ou não, normalmente começa pela hiporexia, ou seja, fica mais prostrado, o comportamento habitual muda, pode ter dificuldade de locomoção, tremores e falta de apetite, entre outros sintomas.

“Principalmente em relação a doenças respiratórias, podemos perceber espirros, tosse, com ou sem secreção, descarga nasal, dificuldade respiratória, estando atrelada a uma pneumopatia um pouco mais severa, um início de pneumonia. Muitas vezes o tutor confunde esse sinal de tosse com engasgo”, alerta o médico-veterinário.

Pet deve usar roupas?

Uma dúvida comum entre tutores de pets é se eles devem usar roupinhas. A resposta é sim, porém com ressalvas. A preferência é que sejam usadas apenas por animais de pelagem curta. O uso de roupas por animais de pelos longos pode desenvolver nós.

“É preciso um cuidado especial, como não manter o bicho com a roupa o tempo todo e pentear os pelos regularmente”, orienta Pacheco. Segundo ele, os pelos têm função de regular a temperatura do corpo do animal, por isso ele não deve ser tosado completamente, ao menos nessa época.

Foto: Flouffy | Unsplash

“Se for tosado, ele perderá um pouco dessa barreira de proteção e isso facilitará com que tenha trocas bruscas de temperatura e sofra com o frio”, explica o médico-veterinário do CRMV-SP. Isso pode gerar ainda uma baixa de imunidade e o animal ficará mais suscetível a desenvolver problemas, como os respiratórios.

As roupas também devem ser confortáveis. Elas não podem limitar a locomoção e a movimentação do animal, recomenda a veterinária Rosangela. “Pense sempre na utilidade da roupinha, e não na estética”, recomenda.

A peça deve ser colocada no animal apenas nas horas mais frias. “Sempre use roupinhas higienizadas, para evitar problemas de pele, fazendo a troca quando sujas ou úmidas”, complementa Rosangela.

Os cães costumam aceitar melhor as roupinhas. Os felinos, porém, não se adaptam muito bem, destaca Pacheco. “É preciso ter muito cuidado, porque eles podem morder, desfiar ou engolir algum penduricalho e originar um corpo estranho, necessitando de cirurgia para retirada.”

Foto: Alec Favale | Unsplash

Principais cuidados: 



Fonte: CicloVivo - Por Natasha Olsen



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