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Frutos da BRS Princesa ganham mercado na região de Campinas

Compartilhe:     |  9 de setembro de 2020

Já estão sendo vendidos nos supermercados de Campinas (SP) e entorno os frutos da banana tipo Maçã BRS Princesa, desenvolvida pela Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas, BA), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

A variedade tem porte médio a alto e produz frutos com características de tamanho, formato e gosto muito similares aos da tradicional banana Maçã, que praticamente desapareceu das casas brasileiras por ser suscetível à “murcha de Fusarium”. Chamada anteriormente por “mal-do-Panamá”, a “murcha de Fusarium” é uma doença de solo causada pelo fungo Fusarium oxysporum f.sp. cubense (Foc), endêmica em todas as regiões bananicultoras do mundo e, historicamente, uma das doenças mais destrutivas da cultura.

Tropsabor - Os frutos da BRS Princesa ganharam embalagem especialAlém da semelhança com a variedade Maçã, grande vantagem da BRS Princesa é, justamente, a resistência à “murcha de Fusarium” e também à “Sigatoka-negra”, outra doença grave da cultura. “A BRS Princesa veio suprir a lacuna deixada pela banana Maçã e se mostra como um produto diferenciado em sabor e apresentação”, afirma o pesquisador Edson Perito Amorim, líder do “Programa de Melhoramento da Banana e Plátano” da Embrapa, que tem boa expectativa quanto à entrada da variedade nos supermercados paulistas. “Essa é a nossa primeira cultivar de banana com a marca Embrapa no ponto de venda. Eu vejo como muito promissora essa ideia porque São Paulo é um mercado muito exigente, em especial a capital”, continua.

Os frutos que chegaram recentemente às prateleiras paulistas são produzidos pela empresa TropSabor em Jacupiranga, no Vale do Ribeira (SP).

Edson Amorim e Orivaldo Dan, proprietários da Tropsabor, se conheceram em 2015, durante o III Congresso Latino-Americano e do Caribe de Bananas e Plátanos (Musalac), evento coordenado pela Embrapa e realizado em Corupá (SC). “O Dan ministrou uma palestra e depois fomos apresentados. Ele assistiu à minha palestra e se interessou pelo trabalho. Conversamos sobre a BRS Princesa e ele disse que gostaria de testar. Enviei algumas mudas in vitro para ele, e Miguel [Miguel Dita, ex-pesquisador da Embrapa e atual pesquisador da Aliança Bioversity e do Centro Internacional de Agricultura Tropical (Ciat), Colômbia] deu sequência com um acompanhamento muito bom in loco ao avanço das pesquisas com a BRS Princesa. Fizemos ajustes na produção, demos orientações para melhorar a fruta e hoje o resultado está nas prateleiras, disponível para o consumidor e, em breve, estará na capital”, explica Amorim.



Fonte: Embrapa Mandioca e Fruticultura



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