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Gatos têm maior tendência a desenvolver doenças renais, Segundo veterinária

Compartilhe:     |  18 de maio de 2018

Para evitar o desenvolvimento de problemas renais em animais é importante estimulá-los a ingerir líquidos.

Animais idosos, que têm idade acima de sete anos, são comumente acometidos por doenças renais. Os gatos, entretanto, são ainda mais propensos a desenvolver tais problemas de saúde. Isso porque eles têm milhares de estruturas responsáveis pela filtração e formação da urina, denominadas néfrons, a menos que os cachorros. Uma quantidade que representa cerca de 200 mil, enquanto os cães têm 400 mil.

Os exames preventivos, que devem ser feitos de forma regular, são importantes. Segundo a médica veterinária Carla Storino Bernardes, quanto mais cedo o problema for descoberto, maior é a chance de controlar os sintomas, que são: aumento na ingestão de água, perda de peso, apatia, mau hálito, falha na pelagem e vômito.

“Não há estudos que indiquem as raças mais propensas, o que se sabe é quando se tornam idosos muitos gatos sofrem de problemas nos rins, há indicadores que falam que um a cada três gatos terá problemas nos rins ao longo da sua vida”, explica a veterinária.

Elvis, um gato de 17 anos, já apresentou quadro de insuficiência renal aguda, além de estenose, que é o estreitamento da uretra. A tutora do animal, a técnica em enfermagem Sylvia Gaspar, conta que percebeu que havia algo de errado com o gato ao observá-lo miar de forma intensa enquanto tentava urinar. Elvis não conseguia eliminar o líquido.

Levado ao veterinário, o gato foi submetido a exames indicaram a doença. Ele recebeu tratamento médico, que incluiu a troca da ração e a administração de antibióticos, e hoje está bem. Mudanças de hábitos, entretanto, foram necessárias.

Elvis teve insuficiência renal aguda (Foto: Sylvia Gaspar/Arquivo pessoal)

“A veterinária orientou comprar uma fonte, pois faz com que ele tenha mais vontade de beber água e também espalhasse potes pela casa”, afirma a tutora. As informações são do portal G1.

Segundo a veterinária, estimular a ingestão de líquidos através de ração úmida, disponibilizar água limpa e fresca, preferencialmente em bebedouros e fontes, e não manter o pote próximo à caixa de areia são formas de incentivar o gato a beber água para evitar que a doença se desenvolva.

“Em casa, muitos utilizam somente a ração seca e o indicado é utilizar também a ração úmida, pois ajuda nessa absorção de água no alimento”, diz a especialista, que recomenda ainda que os gatos sejam submetidos à avaliação veterinária a cada seis meses, já que não existe cura para problemas nos rins.

“Há diferentes tratamentos que devem ser indicados pelo médico-veterinário de confiança após avaliar a funcionalidade dos rins. Mas estes tratamentos tem a função de retardar a evolução do quadro”, conclui.



Fonte: Anda



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