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Gigante vermelha é ‘recheada’ com estrela de nêutrons e agora está intacta em seu interior

Compartilhe:     |  15 de junho de 2014

A astrônoma Emily Levesque talvez tenha encontrado o objeto espacial mais estranho da história. Nas bordas da Via Láctea está uma gigante vermelha, uma grande estrela similar à Betelgeuse. Mas, em seu interior, há uma surpresa – uma estrela de nêutrons. Isso mesmo, ela é uma estrela “recheada”.

Quando duas gigantes vermelhas estão próximas, não é incomum que elas fiquem presas uma na órbita da outra. Se uma dessas estrelas explode em uma supernova (o que também não é incomum), o resultado é uma estrela vermelha que faz par com uma estrela de nêutrons (os restos densos da supernova).

Cientistas já teorizavam que, se a órbita fosse muito próxima, a estrela de nêutrons poderia ser espiralada e “engolida” pela gigante vermelha e mantida em seu centro. O resultado seria uma estrela de aparência comum, sem nenhum sinal de modificação. Mas ela teria uma “gema” diferente.

TZOs Na década de 70, Anna Zytkow, uma astrofísica da Universidade de Cambridge, começou a trabalhar com o astrofísico Kip Thorne, da Caltech, para criar métodos que poderiam identificar esses corpos espaciais. Desde então essas estrelas seriam conhecidas como objetos Throne-Zytkow, ou TZOs, na sigla em inglês.

Os pesquisadores perceberam que a superfície da estrela, que estaria exposta ao espaço normalmente, passaria a ficar contato com a substância gasosa e densa da estrela em seu centro. Como ela teria temperaturas extremas, a estrela híbrida formaria um excesso de elemtntos como rubídio, lítio e molibdênio. Com telescópios capazes, seria possível notar esse excesso. As TZOs seriam luminosas e vermelhas.

Era isso que Levesque estava estudando, mas sem o equipamento para notar as TZOs. Zytkow, que estava acompanhando o trabalho de Anna, reconheceu algumas das características e escreveu a ela, dizendo que suspeitava que aqueles objetos fossem, de fato, TZOs.

Usando o telescópio Magellan Clay, no Chile, elas perceberam que uma das gigantes vermelhas, a HV2112, que fica na Pequena Nuvem de Magalhãs, na borda da Via Láctea, tinha essas características.

O futuro da HV2112 O que irá acontecer com a estrela híbrida é incerto. A gravidade em sua superfície é enorme e, de acordo com Zytkow, é provavel que ela inche até alcançar uma massa insustentável. Tendo isso em vista, o fim do bizarro objeto provavelmente será  uma explosão violenta.



Fonte: Revista Galileu



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