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Gigantesca muralha de árvores já recuperou 20 milhões de hectares de terra na África

Compartilhe:     |  21 de janeiro de 2021

Iniciado há 13 anos e lançado pela União Africana, o projeto da Grande Muralha Verde tem como objetivo restaurar uma gigante extensão de terra degradada do Senegal, na África Ocidental, a Djibouti, no leste do continente.

A área compreende 8 mil km de comprimento e 15 km de largura e envolve árvores, pastagens, vegetação e plantas.

Rainer Lesniewski / Shutterstock© Rainer Lesniewski / Shutterstock Rainer Lesniewski / Shutterstock

O ousado e ambicioso projeto se mostra ainda mais importante agora, devido às mudanças climáticas e à dependência da população da região da agricultura para seu sustento. E a iniciativa já começou a dar resultados.

Projeto recupera 20 milhões de hectares de terra

Segundo dados mais recentes divulgados pela Organização das Nações Unidas, o cenário coberto pela Grande Muralha Verde é “de paisagens degradadas recuperadas em dimensão sem precedentes”.

Com a restauração ambiental foram recuperados 15 milhões de hectares de terras degradadas na Etiópia, além de outros cerca de 5 milhões hectares na Nigéria e mais 2 mil hectares no Sudão.

O projeto ainda está proporcionando segurança alimentar, empregos e uma razão para ficar para milhões de pessoas que vivem na região.

O Senegal se destaca em relação ao total de árvores plantadas, com 11,4 milhões. Nações como Burkina Faso, Mali, Níger apoiaram o cinturão verde envolvendo cerca de 120 comunidades.

O projeto da Grande Muralha Verde envolve 20 nações e foi idealizado para combater a seca e a desertificação que, atualmente, afetam cerca 45% da área terrestre da África.

Quando estiver pronta, será a maior estrutura viva da Terra e uma nova maravilha do mundo, aponta o site oficial do programa. Além disso, estima-se que até 2030 sejam absorvidas 250 milhões de toneladas de carbono e criados cerca de 10 milhões de empregos verdes.

Com custo total estimado no equivalente a R$ 25 bilhões, a Grande Muralha Verde é financiada pelo Banco Mundial, da ONU e da União Africana, além de algumas outras instituições europeias.



Fonte: MSN - VIX



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