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Golfinhos ficam traumatizados quando são levados para parques temáticos

Compartilhe:     |  26 de março de 2019

Um artigo publicado no periódico Journal of Applied Animal Welfare Science revelou como os golfinhos têm sofrido traumas quando levados para parques temáticos. No Japão, a caça desses animais e pequenas baleias acontece perto da cidade de Taiji.

No estudo, uma equipe de psicólogos e veterinários mostra, com base na análise em anos de dados, como esse processo de captura é traumático para os animais.

Diana Reiss é uma das coautoras da pesquisa e tem estudado a inteligência e a autoconsciência dos golfinhos há mais de 40 anos. Segundo ela, “esta prática [de levar os animais para parques temáticos] vai contra todas as práticas de bem-estar que são feitas em outros países”.

Para acuar os animais, os caçadores utilizam uma espécie de parede de ruído subaquático, batendo martelos e bastões no barco, criando um barulho alto, de cerca de 205 dB, que desorienta os golfinhos. Em seguida, os caçadores abatem parte dos golfinhos para a venda de carne. A outra parte dos animais é mantida viva, para ser vendida em outros países.

Na figura (a), trompetes de metal utilizados na caça aos golfinhos. E, na (b), Trombetas (indicadas por círculo) são montadas e colocadas na água (Foto: Courtney Vail/ Reprodução)

“O estresse e o trauma agudo resultantes de serem perseguidos no mar, dirigidos para a costa, encurralados por lanchas e depois violentamente manipulados durante o processo de seleção, são profundamente desumanos”, disse a líder do estudo Courtney Vail, da consultoria ambiental Lightkeepers Foundation.

De acordo com o jornal The Independent, na temporada de caça que terminou em fevereiro deste ano, quase 600 golfinhos já foram mortos e 250 levados em cativeiro.

Os pesquisadores responsáveis pelo estudo enfatizam o aspecto desumano dessas caças: “Os autores afirmam que esses dados detalhando os impactos negativos da perseguição, pastoreio e manipulação (captura) de pequenos cetáceos tornam essas caças inerentemente desumanas”.

A pesquisadora Philippa Brakes espera que, com base nas descobertas do estudo, esse tipo de prática de caça acabe. Em 2018, a decisão do Japão de querer se retirar da Comissão Internacional da Baleia foi criticada por especialistas do mundo todo.



Fonte: Revista Galileu



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