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Grã-Bretanha proíbe a venda de cães e gatos em lojas de animais

Compartilhe:     |  26 de dezembro de 2018

A Grã-Bretanha anunciou recentemente sua intenção de proibir lojas de animais de venderem filhotes de cães e gatos em uma tentativa de reprimir a exploração e o abuso de animais. O governo disse que vai lançar a legislação no próximo ano depois de realizar consultas públicas que mostraram 95% de apoio à proibição.

“Isso significará que qualquer um que queira comprar ou adotar um filhote com menos de seis meses deve negociar diretamente com o criador ou com um centro de adoção de animais”, disse o Departamento de Assuntos Rurais e Ambientais (Defra) no domingo.

O projeto é também conhecido como Lei de Lucy, em homenagem a uma cavalier king charles spaniel que foi resgatada de uma fazenda de filhotes no País de Gales em 2013. Ela passou a maior parte de sua vida em uma gaiola e não conseguia mais engravidar, pois seus quadris haviam se fundido por falta de movimento.

Uma mulher chamada Lisa Garner levou Lucy para casa e lançou uma campanha de conscientização nas mídias sociais que mudou a forma como os britânicos pegam seus animais de estimação. Lucy morreu em 2016.

O governo acredita que a proibição impedirá os criadores de filhotes, tanto licenciados quanto clandestinos, de encher as lojas de animais com filhotes criados em condições antiéticas. A Defra não divulgou números estimando quantas vendas a nova legislação afetará.

Mas Claire Horton, diretora do abrigo de cães Battersea Dogs Home em Londres, disse que as regras “vão garantir que os animais domésticos mais amados do país tenham o começo certo na vida”.

Entre 1998 e 2006, Battersea produziu uma série de TV sobre resgates e cuidados com animais domésticos, que refletia o afeto geral dos britânicos por cães e gatos.

A instituição de caridade veterinária da People’s Dispensary for Sick Animals (PDSA) da Grã-Bretanha disse que 49% dos adultos do Reino Unido eram tutores de pelo menos um animal de estimação em 2018.

A população estimada de gatos do PDSA, de 11,1 milhões, superou os 8,9 milhões de cães e 1 milhão de coelhos – cujo número caiu quase pela metade desde 2011.

O governo britânico desdobrou várias iniciativas de bem-estar animal nos últimos meses, e os ativistas esperam que outros países europeus sigam o exemplo. Uma lei em outubro proibiu que lojas licenciadas vendessem filhotes com menos de oito semanas de idade.

A Defra está agora analisando a legislação exigindo que todos os centros de resgate e adoção de animais possuam uma licença.



Fonte: Anda



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