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Hipopótamos de Pablo Escobar estão destruindo ecossistemas na Colômbia

Compartilhe:     |  3 de fevereiro de 2020

Pela primeira vez, cientistas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, e pesquisadores colombianos analisaram os impactos causados pelos hipopótamos de Pablo Escobar. Publicado na revista Ecology, o estudo mostrou que os bichos estão piorando a qualidade da água na Colômbia – e afetando, assim, outras espécies.

O mamífero, nativo da África Subsaariana, foi adquirido pelo traficante para compor um zoológico privado com outros animais. Porém, quando Pablo morreu e o zoológico fechou, os hipopótamos, ao contrário dos outros bichos, não se deixaram ser realojados.

Por serem agressivos, eles permaneceram nos terrenos da antiga propriedade de Escobar e formaram uma população selvagem em torno de lagos próximos e do rio Magdalena. Se no início eram apenas quatro espécimes, hoje são pelo menos 80.

Durante dois anos, os cientistas fizeram acompanhamentos regulares da qualidade da água, dos níveis de oxigênio e da estabilidade ​​de isótopos, e comparou com lagos sem hipopótamos. Os resultados mostraram que as fezes do animal alteram a química e o oxigênio da água, já que funcionam como um potente fertilizante, fazendo com que algas e bactérias nocivas se proliferem. Com isso, faltam oxigênio e nutrientes para outras formas de vida aquática.

Os pesquisadores estimam que a população de hipopótamos continuará a crescer nos próximos anos. Isso resultará, provavelmente, em problemas com outras espécies, como peixes-boi, jacarés e tartarugas gigantes que habitam rios próximos.



Fonte: Galileu



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