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Holanda reduz número de animais explorados pela pecuária para brecar mudanças climáticas

Compartilhe:     |  7 de setembro de 2018

A medida não é um caso isolado. Nos últimos anos, cientistas e líderes mundiais pediram aos cidadãos do mundo todo que diminuíssem o consumo de carne e adotassem proteínas vegetais mais saudáveis e sustentáveis

Um relatório lançado recentemente pelo Conselho para o Meio Ambiente e Infraestrutura (Rli) – o principal conselho consultivo estratégico para os ministros holandeses – destacou a importância de cortar drasticamente o número de animais explorados pela pecuária para combater a mudança climática.

O relatório recém-divulgado busca orientar o Parlamento holandês sobre como atingir com sucesso sua meta de reduzir as emissões de gases do efeito estufa em 95% até 2050, e a redução da produção pecuária é, sem surpresa, citada como uma das mudanças mais necessárias.

A medida não é um caso isolado. Nos últimos anos, cientistas e líderes mundiais pediram aos cidadãos do mundo todo que diminuíssem o consumo de carne e adotassem proteínas vegetais mais saudáveis e sustentáveis. Como muitos pesquisadores apontaram, reduzir o número de animais criados internacionalmente será um passo vital para limitar as emissões de dióxido de carbono (CO2) aos níveis delineados no Acordo de Paris de 2015.

Como se afirma no relatório do Rli, “Considerando todas as coisas, o Conselho considera mais do que provável que a população pecuária acabará tendo que ser reduzida para cumprir as metas climáticas e garantir uma distribuição equilibrada da carga de redução de emissões na economia”.

Esta proclamação é certamente bem fundamentada, especialmente considerando que a pecuária industrial é responsável por produzir mais emissões de gases do efeito estufa do que todo o setor de transporte!

Então, como exatamente o Rli sugere que o governo holandês vá fazer a transição da pecuária nos próximos anos? Aqui estão alguns passos específicos que o recente relatório recomenda para a nação: “Proporcionar clareza sobre os limites máximos de emissões para a pecuária em 2030 e 2050, e traduzi-lo em um sistema de direitos de emissão que será reduzido ao longo do tempo; Adotar uma política alimentar que ajude a reduzir o consumo de proteína animal a não mais de 40% do consumo total de proteína até 2030; Trabalhar com as partes da cadeia de valor para apoiar a produção e o consumo saudáveis e sustentáveis e desenvolver o mercado de produtos proteicos à base de vegetais“.



Fonte: ANDA - Bárbara Alcântara



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