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Imagens de missão em Júpiter revelam tempestades polares gigantes no planeta

Compartilhe:     |  15 de dezembro de 2018

Missão Juno chega à metade e registra novas imagens do planeta; registros podem ajudar a Nasa a compreender a formação e evolução de Júpiter

A Missão Juno com destino ao grande Júpiter está chegando à metade e dará um grande passo na próxima sexta-feira (21), quando a sonda Juno da Nasa estará a 5.053 quilômetros acima das nuvens do planeta, avançando a cerca 207 km/h. De acordo com a agência, esse será a 16ª passagem científica por Júpiter e poderá trazer uma ‘visão geral’ do astro.

Apesar disso, novas imagens de ciclones nos polos de Júpiter já foram reveladas pelas operações de monitoramento, que acontecem a cada 53 dias, quando a sonda realiza uma passagem próxima às nuvens do planeta e realiza um levantamento científico do polo norte ao polo sul.

“Nossas seqüências de imagens sobre os pólos nos permitem estudar a dinâmica dos ciclones circumpolares únicos de Júpiter e a imagem de neblinas de alta altitude”, explicou Scott Bolton, investigador principal do Juno, do Southwest Research Institute em San Antonio.

A nave da Missão Juno é movida a energia solar e possui sensores capazes de identificar a composição de Júpiter, o que pode ajudar os cientistas a entender como o maior planeta do nosso sistema solar foi formado.

Dois instrumentos instalados na sonda são essenciais para a coleta dos dados da missão.  Enquanto as imagens são registradas pela JunoCam, uma câmera com o objetivo de trazer fotos que possam ser divulgadas ao público; a Stellar Reference Unit (SRU) foi projetada a fim de registrar dados da engenharia usados para navegação e determinação de altitude.

JunoCam registrou tempestades polares gigantes em Júpiter
Reprodução/ NASA/SWRI/ROMAN TKACHENKO

JunoCam registrou tempestades polares gigantes em Júpiter

“Sempre soubemos que a SRU tinha um trabalho de engenharia vital a ser feito para a Juno”, disse Heidi Becker, chefe de investigação de monitoramento de radiação da missão no Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa em Pasadena, Califórnia. “Mas depois de fazer descobertas científicas nos cinturões de radiação de Júpiter e obter uma imagem inédita do anel de Júpiter, percebemos o valor agregado dos dados. Há um sério interesse científico no que a SRU pode nos dizer sobre o planeta”.

A partir de agora, a segunda metade da missão será focada em obter uma visão mais detalhada do planeta e ajudar a compreender a profundidade dos ventos de Júpiter, a complexidade do seu campo magnético e a estrutura do seu interior.

Lançada no dia 5 de agosto de 2011, de Cape Canaveral, na Flórida, a sonda entrou em órbita ao redor de Júpiter em 4 de julho de 2016, realizando sobrevoos sobre a obscura cobertura de nuvens do astro e estudando as auroras do planeta. A missão faz parte do programa Novas Fronteiras da Nasa, gerenciado no Centro de Voos Espaciais Marshall, em Huntsville, no estado do Alabama.



Fonte: Último Segundo - iG



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