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Importante ecossistema subaquático poderá ser completamente destruído

Compartilhe:     |  22 de novembro de 2016

Ao passo que todos estamos preocupados com a situação atual da Grande Barreira de Corais, situada entre praias ao nordeste da Austrália e Papua Nova Guiné, novas pesquisas têm mostrado que ela não é a única parte importante de nossos oceanos que está lutando contra os efeitos das mudanças climáticas.

Florestas de algas marinhas também estão sob ataque, mas principalmente por causa da chegada de peixes invasores que costumam prosperar em águas mornas, de acordo com informações da Science Alert. A descoberta foi feita por uma equipe da Universidade de New South Wales (UNSW), na Austrália, que verificou não somente os problemas causados às algas pelo aumento da temperatura dos oceanos, como a mudança no habitat de outras espécies.

Segundo Adriana Vergés, uma das pesquisadoras e membro do Instituto de Ciências Marinhas de Sidney, as florestas de algas marinhas fornecem um habitat vital para centenas de outras espécies, incluindo peixes, lagostas e abalones. “Como resultado das mudanças climáticas, as espécies de peixes de água quente estão mudando seu alcance e invadindo áreas temperadas”, explicou.

Consideradas pouco impressionantes quando comparadas a um recife de corais, as florestas de algas abrigam centenas de espécies marinhas, e perdê-las seria especialmente prejudicial. Assim, para saber como elas estão lidando com o aumento das temperaturas, os pesquisadores analisaram imagens de vídeos subaquáticos registrados na costa norte de New South Wales, entre 2002 e 2012. Eles constataram então que, durante este período, a água tinha aquecido em 0,6° C.

As imagens também mostraram que, ao longo do tempo, espécies de peixes que normalmente vivem em águas mais mornas haviam migrado para regiões mais frias – onde crescem as florestas de algas. Como resultado, a quantidade destas acabou sendo reduzida, uma vez que os peixes as comiam em uma taxa média de 300 mordidas por hora. Ainda, as espécies de peixes que originalmente viviam nestas regiões foram dominadas pelo aparecimento das novas.

De acordo com Vergés, os resultados mostram que o excesso destes pode ter um impacto profundo no ecossistema subaquático, levando a desmatamento de algas marinhas e esterilidade de recifes. “Este é o primeiro estudo que demonstra que os efeitos do aquecimento nas florestas de algas marinhas são duplos”, disse. “As temperaturas mais altas não só têm um impacto direto sobre as algas, como também têm um impacto indireto ao aumentar o apetite dos peixes, que podem devorar estas algas a ponto de desnudarem completamente o fundo do oceano”.

Os pesquisadores ainda determinaram que se o aumento da temperatura continuar, representaria uma enorme ameaça às florestas de algas e saúde dos oceanos em geral. Logo, a perda das florestas subaquáticas não é apenas uma questão ambiental, uma vez que também resultaria em problemas para atividades comerciais quem incluem pesca, turismo e recreação, que somados geram um lucro de 10 bilhões de dólares por ano à Austrália.



Fonte: Jornal Ciência - Merelyn Cerqueira



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