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Incêndio no Pantanal atinge 2.430 focos em outubro, pior mês desde 2002

Compartilhe:     |  9 de novembro de 2019

Milhares de pontinhos amarelos aparecem no mapa do Sistema Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais. Do dia 01 de novembro até esta quinta-feira (07), 912 focos foram detectados no Pantanal. No ano, entre 01 de janeiro e 06 de novembro, houve 9.394 focos de incêndio no bioma, pior série desde 2007, quando os satélites detectaram 9.869 focos nesse mesmo período.

O descontrole das queimadas já fez o governador do Mato Grosso do Sul, estado que detém a maior parte do bioma Pantanal, decretar em setembro situação de emergência em municípios afetados pelas queimadas.

Na mata, animais são encontrados mortos. Foto: Chico Ribeiro/Secretaria de Comunicação de Mato Grosso do Sul.

Embora, ainda não se tenha o balanço do quanto de fauna e flora foram atingidas pelas chamas, o que se encontra ao longo do pantanal sul-matogrossense é um cenário de devastação: animais mortos, vegetação totalmente queimada, e quem passa pela BR-262, que leva até a cidade de Corumbá, periga não conseguir enxergar a pista direito, por causa da fumaça.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o principal foco atual de queimadas está localizado entre os municípios de Miranda e Corumbá.

Impacto no habitat das Araras Azuis

Localizado em Miranda, o Refúgio Ecológico Caiman, santuário das araras azuis que perdeu 61% do território em setembro, dessa vez não foi tomado pelas chamas. O Instituto Arara-Azul já divulgou o 1º Relatório do Impacto do Fogo sobre as Araras Azuis .

“A maior parte dos ninhos não foi diretamente atingida pelo fogo, pois estava em área onde o fogo não passou, mas 33% dos ninhos cadastrados (N=98) foram atingidos com diferentes graus de severidade”, diz o relatório.

Apenas dois ninhos foram perdidos com o incêndio, mas as chamas provocaram mudanças na paisagem que podem afetar diretamente a sobrevivência da Anodorynchus hyacinthinus. “(…) por onde o fogo passou, provocou diferentes graus de severidade na paisagem. Em alguns locais, queimou praticamente tudo. Em outros, queimou somente a grama e vegetação rasteira. Porém, queimou extensas áreas de palmeiras de acuri (Scheelea phalerata) e bocaiúva (Acrocomia aculeata) que servem de alimentação para as araras azuis, uma das aves mais especialistas do Pantanal”.

Bombeiros do DF vão ajudar no combate ao fogo

O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) enviou 31 militares e 6 viaturas para ajudar a combater os incêndios florestais em Mato Grosso do Sul.

O Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul informou que um montado um Sistema de Comando de Incidentes, envolvendo várias instituições, entre elas: CBMMS, PMMS, IBAMA, ICMBio, Defesa Civil, CBMDF, CBMMT, INPE. O número de pessoas envolvidas no combate ao fogo gira em média de 200 por dia.

Segundo a ONG WWF, o total de área queimada em 2019 passa de um milhão de hectares.

Fogo pela Br-262, que leva até a cidade de Corumbá. Foto: Chico Ribeiro/Secretaria de Comunicação de Mato Grosso do Sul.
Quem passa pela BR-262, que leva até a cidade de Corumbá, periga não conseguir enxergar a pista direito, por causa da fumaça. Foto: Chico Ribeiro/Secretaria de Comunicação de Mato Grosso do Sul.
Foto: Chico Ribeiro/Secretaria de Comunicação de Mato Grosso do Sul. 


Fonte: ((o))eco



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