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Infância feliz diminui chances de transtornos mentais na vida adulta

Compartilhe:     |  13 de setembro de 2019

Como foi a sua infância? Se a primeira recordação que vem à sua mente é de um momento feliz, saiba que você tem menos chances de desenvolver transtornos mentais, como depressão e ansiedade. Quem afirma isso são os pesquisadores da Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, nos Estados Unidos.

ENTENDA O ESTUDO

Os pesquisadores chegaram à essas concluções depois de analisar informações do banco de dados Wisconsin Behavioral Risk Factor Survey, uma pesquisa anual feita por telefone em colaboração com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças. A coleta de dados apura comportamentos de risco, condições crônicas de saúde e uso de serviços preventivos. Normalmente, são entrevistados mais de 6 mil adultos com idades a partir de 18 anos.

Especificamente em relação à infância, os entrevistados responderam se conseguiam conversar com a família sobre seus sentimentos; se consideravam que a família os apoiava em tempos difíceis; se gostavam de participar de tradições comunitárias; se tinham sensação de pertencimento no ensino médio; se recebiam o apoio de amigos; se tinham pelo menos dois adultos — não pais — que se interessavam genuinamente por eles e se eles se sentiam seguros e protegidos dentro de casa. Também foram feitas perguntas sobre experiências adversas na infância e sobre saúde mental.

Os pesquisadores encontraram conexões significativas entre experiências positivas na infância e a saúde mental na fase adulta. Entre os participantes que relataram de seis a sete vivências felizes, as chances de ter depressão ou algum sintoma de doença mental nos meses anteriores à pesquisa foi 72% menor do que entre aqueles que relataram de zero a duas experiências positivas na infância. Mesmo entre os que relataram de três a cinco vivências positivas quando criança, as chances de depressão ou problemas de saúde mental foram 50% menores do que entre aqueles que relatam de zero a duas experiências positivas.

O estudo, publicado nesta semana na revista Jama Pediatrics, revela ainda que crianças felizes provavelmente formarão laços afetivos mais saudáveis no futuro. As descobertas, segundo eles, podem servir para o desenvolvimento de novas políticas públicas que tenham como objetivo aumentar as experiências positivas na infância.



Fonte: Revista Crescer



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