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Infertilidade atinge 30% das mulheres com endometriose e ressonância é arma para diagnóstico

Compartilhe:     |  12 de abril de 2019

A endometriose é uma doença que atinge cerca 15% das mulheres em idade fértil e, desse total, causa infertilidade em 30%, segundo a Associação Brasileira de Endometriose. A doença atinge 6,5 milhões de mulheres no país, provocando dores, infertilidade, aborto e pode ser gerada pela maternidade tardia. A endometriose é causada quando o endométrio, que reveste a parede interna do útero, se desenvolve em outras regiões do corpo.

Mestre em diagnóstico de pelve feminina, a médica Claudia Cristina Camisao explica que a endometriose, assim como o câncer de colo uterino, atinge mulheres mais jovens em suas idades produtivas e reprodutivas. “A endometriose causa grande transtorno para a paciente, ocasionando, inclusive, taxas altas de falta ao trabalho e estudo. Muitas vezes a mulher jovem fica incapacitada para suas atividades laborativas e domesticas diárias”, destaca.

O exame de ressonância é fundamental para avaliar que órgãos ou tecidos estão acometidos pela endometriose e assim planejar melhor o plano de ação. “O tratamento sempre é multidisciplinar associando medicamento a psicoterapia, exercícios físicos, controle de stress e até, em alguns casos, a cirurgia”. Para os casos cirúrgicos a ressonância assume um papel ainda mais importante, tendo em vista que “a programação cirúrgica será toda baseada no exame que definirá que áreas serão abordadas na cirurgia”, explica.

A médica ainda acrescenta que a endometriose está não só associada ao mal-estar e a incapacidade física da mulher, mas também a infertilidade, por isso o tratamento e diagnóstico corretos e o mais precoce possível são fundamentais para uma boa qualidade de vida de quem tem a doença.

Tumor do endométrio – A especialista Claudia Camisao, que é sócia da Dimpi Gestão em Saúde, responsável por exames de imagem, esclarece que o tumor de endométrio, diferentemente da endometriose, é uma doença que afeta mais mulheres mais velhas. “Em comum essas doenças precisam ter diagnósticos precisos e precoces para que as pacientes possam ter chance de cura, bem como consequências menores e mais brandas em seu dia a dia”, chama a atenção.

Seja qual for a doença, Claudia Camisao, afirma que a ressonância nuclear magnética é, na atualidade, uma importante ferramenta que contribui para o diagnóstico de doenças pélvicas femininas e auxilia na identificação do melhor tratamento a ser seguido em cada uma das patologias.

Em casos de câncer de colo de útero – doença que só em 2018 registou 570 mil novos casos –, a médica afirma que estudos mostram que a Ressonância Magnética é fundamental na avaliação do grau da doença contribuindo para uma definição assertiva quanto ao grau de invasão e acometimento da doença e, consequentemente, definindo melhor o tipo de tratamento. Claudia também destaca que hoje a melhor prevenção é a vacinação contra o HPV – Papiloma Vírus Humano – e o exame de papanicolau anual para impedir que a doença se instale.

O câncer de endométrio é uma doença que afeta mulheres acima de 60 anos, normalmente pós menopausa, e que está associada a diabetes, hipertensão, nuliparidade e reposição hormonal. Neste caso, a ressonância magnética se torna fundamental por promover uma avaliação do grau de invasão do tumor, o que gera uma mudança na abordagem de tratamento que pode ser cirúrgico ou não.

Claudia afirma que a ressonância ainda é um exame caro e de difícil acesso, mas a população paraibana hoje já dispõe do exame pelo Sistema Único de Saúde (SUS) funcionando no Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, na região metropolitana de João Pessoa.



Fonte: Gestão em Saúde



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