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Inseto de 99 milhões de anos é encontrado em ótimo estado de conservação

Compartilhe:     |  1 de novembro de 2018

Um inseto do tamanho da ponta de uma caneta foi encontrado por pesquisadores na região de Mianmar, no Sudeste Asiático. Com idade estimada de 99 milhões de anos, o animal estava conservado em âmbar e pode ajudaros cientistas a entender como as espécies se comportaram durante a separação dos continentes, em um processo geológico que ocorreu há dezenas de milhões de anos.

A espécie, que foi batizada de Propiestus archaicus, é considerada a ancestral de besouros que são encontrados apenas no Hemisfério Sul e em uma porção da América do Norte. De acordo com os pesquisadores, isso comprova que o território do Sudeste Asiático tinha alguma conexão com continentes como a América do Sul.

Os estudos do comportamento das placas tectônicas afirmam que há 320 milhões de anos a Terra abrigava apenas um grande continente, chamado Pangeia. A partir da movimentação das placas, que causaram grandes rupturas por conta de terremotos e atividades vulcânicas, os territórios começaram a se separar. O continente africano e o Brasil, por exemplo, iniciaram seu processo de fragmentação há cerca de 135 milhões de anos: nesse processo, a crosta terrestre foi rompida e o oceano Atlântico foi formado.

De acordo com o pesquisador Shuhei Yamamoto, que liderou o estudo e trabalha no Museu Field de História Natural (localziado na cidade norte-americana de Chicago), a espécie conservada em âmbar foi localizada em um vale no nordeste de Mianmar. Esse país é extensivamente pesquisado por paleontólogos por conta das amostras de âmbar: a resina, que é produzida por alguns vegetais, consegue conservar os animais mortos.

Comparação do inseto com a ponta de uma caneta (Foto: Divulgação)

Shuhei Yamamoto afirma que essa é a primeira vez que um besouro desse tipo é encontrado em Mianmar: registros semelhantes foram localizados apenas em fósseis no nordeste da China. Atualmente, há mais de 62 mil espécies de besouros que vivem no Hemisfério Sul.

A partir de agora, os pesquisadores investigarão as características de DNA do besouro para rastrear suas semelhanças com as espécies atuais e entender o “caminho” que esses animais percorreram até a atualidade. Também será possível identificar com maior precisão a data em que as falhas geológicas ocorreram e possibilitaram a divisão dos continentes.



Fonte: Galileu



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