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Instituto Alpargatas promove a Educação Digital como metodologia inovadora para uma escola sustentável

Compartilhe:     |  20 de novembro de 2019

No Brasil, o fato de um adolescente concluir o Ensino Fundamental no prazo previsto não significa que ele teve uma boa escolarização. Tem sido comum encontrarmos adolescentes que terminam a educação básica permanecendo praticamente analfabetos. É preciso considerar que, embora nossas políticas de ampliação do acesso e permanência dos estudantes na educação básica tenham avançado, os níveis de qualidade na educação ainda constituem um grande desafio.

Percebemos que a noção de qualidade educacional nas políticas públicas brasileiras permanece ligada aos índices de avaliação de larga escala e ao mercado, pois na perspectiva neoliberal o que interessa são os indicadores quantitativos, mais do que os qualitativos.

A educação digital é percebida hoje como uma das ferramentas indispensáveis à promoção de novas tecnologias que facilitarão o processo da equidade na educação pública. Assim é importante considerar que, para além da pretensão política de equipar as crianças com sofisticados dispositivos de informática, é imprescindível investir em ações que tenham impacto na proficiência em leitura e escrita, para, assim, minimizar os riscos de que o laptop ou o tablet se transforme em mais um objeto de distração, desprovido de função educacional e social.

Consideramos que trocar os cadernos por computadores, ou o quadro negro pela lousa digital, por si só, não implica grande impacto na educação. Por outro lado, dispor de um computador em sala de aula com acesso permanente às enciclopédias virtuais produz efeitos pedagogicamente mais interessantes. É mister expressar que os dispositivos tecnológicos devem ser usados de maneira complementar e não substitutiva aos meios impressos. Além disso, reforçamos a importância da formação cultural e tecnológica do professor. Com relação à infraestrutura, concluímos sobre a importância de se oferecer melhores recursos digitais em sala de aula, incluindo o acesso à internet por parte dos professores.

É inegável a necessidade de se aumentar o número de computadores por aluno nas escolas públicas, viabilizando atividades pedagógicas relevantes à formação crítica e socialmente inclusiva.

O desenvolvimento de habilidades em informática está bastante relacionado à condição profissional dos pais. Os adolescentes tidos como multitarefas, com maior domínio em informática, são majoritariamente provenientes de um meio econômico e cultural privilegiado, permitindo-lhes o acúmulo de competências e saberes. O mesmo não ocorre com os jovens de classes populares, que acabam usando as tecnologias de informação e comunicação de maneira restrita. Ao considerarmos a emergência de uma nova modalidade de aprendizagem por meio das mídias digitais, torna-se imprescindível o ensino das tecnologias de informação e comunicação nas escolas públicas, pois a maioria dessas crianças não terão oportunidades de desenvolver habilidades de informática com seus familiares ou rede de contatos próximos.

É essencial que os educadores estejam familiarizados com os ambientes digitais que atraem as crianças e adolescentes, podendo conduzir esses interesses para finalidades pedagógicas. No Brasil, o uso das tecnologias na educação também esbarra na formação docente e nas condições de trabalho do professor. Uma pesquisa realizada com docentes de escolas públicas brasileiras identificou que 49% consideravam o uso de tecnologias de informação e comunicação como muito importante nos espaços escolares, e 39%, como importante; porém, apenas 15% dos professores se sentiam preparados para adotar as tecnologias de informação e comunicação em suas práticas pedagógicas. Além da falta de capacitação, os professores destacavam a falta de condições de trabalho adequadas, de tempo para preparar aulas, tendo em vista que muitos docentes eram obrigados a acumular cargos devido aos baixos salários recebidos.

Desta forma, o Instituto Alpargatas acredita que é muito importante promover uma (R)evolução da educação para o século XXI, trabalhando temas como inclusão digital e sustentabilidade, a fim de intensificar a atenção à formação de profissionais de educação e à aprendizagem dos alunos, buscando a melhoria dos resultados quantitativos e qualitativos de inclusão ampla, diversidade, diminuição da evasão, da distorção idade série e da igualdade de gênero e redução das desigualdades, com oportunidades iguais para todos.

Seminário

O Instituto Alpargatas promove no próximo dia 26 de novembro, o 17º Seminário Nacional de Educação – A (R)EVOLUÇÃO DA EDUCAÇÃO PARA O SÉCULO XXI. GLOBAL, INOVADORA, DIGITAL E SUSTENTÁVEL, que acontece no Teatro Pedra do Reino, em João Pessoa.

O Seminário reúne os resultados de todos os programas realizados para promover melhorias na qualidade da educação pública em municípios onde o Instituto Alpargatas tem atuação. O Seminário será palco da entrega do Prêmio Educador Nota 10, que reconhecerá 25 profissionais da educação pela disseminação de práticas pedagógicas exitosas e inclusivas, que valorizam o desenvolvimento de seus alunos. A programação do evento contará, ainda, com diversas surpresas, como apresentações culturais e assinaturas de importantes parcerias.



Fonte: Instituto Alpargatas



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