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Instituto fiscaliza pescadores durante defeso do caranguejo uçá

Compartilhe:     |  2 de janeiro de 2015

A Área de Proteção Ambiental (APA) de Guapimirim e a Estação Ecológica (Esec) da Guanabara, Unidades de Conservação (UC) localizadas no Rio de Janeiro, coordenaram uma operação de fiscalização sobre o defeso do caranguejo uçá (Ucides cordatus).

O defeso é conhecido popularmente pelos pescadores como período de “andada”, quando os caranguejos machos e fêmeas saem de suas tocas e andam pelos manguezais para o acasalamento e liberação dos ovos, o que os torna presas fáceis.

“Se houver grande quantidade de cata deste animal, há risco de diminuição nas populações dos bichos. Por isso, a atividade é proibida em determinadas épocas do ano”, explicou Mauricio Muniz, chefe da APA de Guapimirim.

Na região Sudeste, o defeso da espécie ocorre de outubro a dezembro, sendo que no último mês a proibição é somente para as fêmeas. Durante o período, são proibidos a pesca, a comercialização, a manutenção em cativeiro, o transporte, a industrialização, o armazenamento e o beneficiamento do animal.

Como resultado da fiscalização, mais de 3.700 animais foram apreendidos. Desse total, apenas 56 não resistiram e o restante foi solto novamente na APA.

Nas cidades da porção leste da Baía de Guanabara, o caranguejo uçá, que é bastante apreciado pela população, é oriundo sobretudo da APA de Guapimirim, UC que abrange o maior remanescente de manguezal do estado.

“O uçá depende do manguezal e o manguezal depende do uçá. Esse caranguejo promove aeração do substrato e também acelera a ciclagem de nutrientes, pois ele corta as folhas das árvores para se alimentar. Muitos pedaços pequenos caem e são ingeridos por outras espécies ou decompostos mais rápidos que uma folha inteira”, destacou Muniz.

Para proteger a espécie, a APA desenvolve um trabalho de sensibilização e conscientização ambiental no período que antecede o defeso da espécie. Nesta época do ano, os catadores de caranguejo recebem auxílio governamental de um salário mínimo para não capturarem os animais. A fiscalização ocorre para assegurar ao máximo que os pescadores respeitem esse período.

“Normalmente os caranguejos são extraídos de dentro das Unidades de Conservação e encaminhados para as feiras mais próximas nos municípios ou às vezes para pontos estratégicos, como margens de rodovias federais e comércios locais”, destacou Zuth Coelho, analista ambiental e coordenador do Núcleo de Logística e Proteção do Caranguejo Uçá da APA.

A ação de fiscalização ocorreu em vários pontos de comércio da espécie e contou com o apoio do Comando de Polícia Ambiental do Rio de Janeiro e secretarias municipais de Itaboraí. A Secretaria de Meio Ambiente de Niterói também realizou ações no município.



Fonte: Portal Brasil



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