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Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia terá centro especializado em quelônios de água doce

Compartilhe:     |  11 de fevereiro de 2015

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), juntamente com o Projeto “Tartarugas da Amazônia: Conservando para o Futuro” inauguram, na próxima quinta-feira (12), o maior centro do mundo especializado em estudos de quelônios de água doce.

Trata-se do Centro de Estudos de Quelônios da Amazônia (Cequa), situado no Bosque da Ciência, próximo ao Lago Amazônico, com a proposta de desenvolver pesquisas, conservação de tartarugas e educação ambiental.

De acordo com o pesquisador do Inpa Richard Vogt, coordenador do Projeto Tartarugas da Amazônia e um dos maiores especialistas em conservação e ecologia de tartarugas de água doce, a inauguração do Cequa é uma realização importante. “É um projeto inédito e não existe, no mundo, nenhum outro centro de estudos nesse porte para conservação de tartarugas de água doce”, ressaltou.

Vogt explica que o Cequa foi construído com recursos financeiros da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Ambiental. O pesquisador conta que o prédio contará com uma estrutura capaz de dar apoio aos pesquisadores nos experimentos em lagos, praias para desova e incubadoras para os filhotes.

Construído numa área de aproximadamente mil metros quadrados, o prédio do Cequa contará com quatro aquários de 4m x 7m onde estarão expostos exemplares de tartarugas amazônicas vivas (tracajá, iaçá, cabecudo, irapuca e mata-matá).

Também haverá um ambiente de terrário contendo exemplares menores, como jabuti machado, perema, lalá, muçuã, dentre outros.

Além disso, o Cequa também terá um auditório com capacidade para 65 pessoas, um amplo laboratório para estudos das espécies de tartarugas da Amazônia e uma biblioteca para pesquisadores e alunos dos programas de pós-graduação do Inpa vinculados ao projeto.

Em cada ambiente, os visitantes terão informações sobre a conservação, ecologia e biologia das espécies. Os recintos dos animais no Centro simularão os habitats da natureza, com isso os visitantes poderão ter uma noção de como e onde os quelônios da Amazônia vivem.

Avanços científicos

O mestrando Fabio Cunha, do curso de pós-graduação de Biologia de Água Doce e Pesca Interior (Badpi) e um dos membros do Projeto Tartarugas da Amazônia, conta que recebe com grande empolgação a notícia da inauguração do Cequa.

“Um centro de estudos desse porte dará para muitos pesquisadores do Brasil e do mundo uma grande oportunidade para descobertas e avanços científicos com esse grupo de animais tão importante (quelônios) para a fauna mundial”, disse o mestrando.

No Brasil, segundo Cunha, são conhecidas 31 espécies de quelônios continentais, representadas por tartarugas, cágados e jabutis. A população de quelônios é uma das que mais sofre pressão.

Alguns estão na lista das espécies ameaçadas de extinção e um dos motivos é o declínio populacional desses animais, a exemplo das tartarugas-da-Amazônia que estão entre os animais mais capturados ilegalmente por seu grande valor econômico.



Fonte: Portal Brasil



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