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Intervenção humana gera caos ecológico e afeta biodiversidade em ilha

Compartilhe:     |  10 de maio de 2021

Desequilíbrio no ecossistema local, que foi causado por humanos, quase condena ilha que era considerada um “paraíso ecológico”.

Uma pequena e pouco conhecida ilha do Caribe, lar de uma vasta biodiversidade e ponto estratégico para pássaros formarem seus ninhos, foi tomada por cabras e ratos há anos e os efeitos da presença dessas espécies invasoras começaram a se tornar um problema.

Redonda, ilha que pertence a Antígua e Barbuda, não possui habitantes humanos. No entanto, há 300 anos atrás, colonizadores introduziram cabras de chifres longos na região, enquanto ratos-pretos foram trazidos por exploradores de guano no século 19, segundo informações do G1.

O contato dessas espécies se tornou uma forte ameaça à rica fauna e flora local. As longo do tempo, as cabras comeram toda a vegetação da região e muitas começaram morrer de fome, pois o terreno se encontrava árido, sem possibilidade de crescimento. Os roedores se alimentavam de ovos de aves raras e pequenos repteis, como lagartos.

Foto: Hanna Challenger via BBC

Por muito tempo, a ilha se manteve nesse caos ecológico. No entanto, ambientalistas começaram a avaliar a possibilidade de realocação das cabras e extermínio dos ratos para Redonda voltar ao paraíso natural que foi um dia. Em 2016, os esforços começaram.

As cabras foram colocadas em um curral e levadas de helicóptero para a civilização, onde foram realocadas em fazendas, enquanto os ratos foram erradicados graças a colocação de iscas com pesticidas, que eram prejudiciais apenas aos próprios ratos. A ilha foi declarada livre dessas espécies em julho de 2018.

Foto: Divulgação/G1

Todo esse trabalho se deu graças a Shanna Challenger, da Environmental Awareness Group (EAG), que assumiu o projeto em parceria com o governo e agências internacionais. Challenger conta ao G1 a emoção que teve ao retornar a ilha e vê-la com vida novamente. “Foi um contraste forte em relação à primeira vez que vi Redonda em 2016, quando ela estava literalmente desmoronando no mar”, relembra.

Jenny Daltry, da FFI (Fauna & Flora International), organização que esteve envolvida no projeto e já erradicou mamíferos não-nativos de cerca de 25 ilhas há 26 anos, conta a reportagem que Redonda é um exemplo de como se deve recuperar outras ilhas do Caribe, onde se encontram espécies que vem devastando a vida selvagem local. “Redonda se transformou bem diante de nossos olhos e mais rápido do que acreditávamos ser possível, de uma rocha nua em uma joia verde”, explica.



Fonte: Anda - Lucas Costa



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