Notícias

Inverno começa! Veja que cuidados tomar com as crianças em tempos de Covid-19

Compartilhe:     |  22 de junho de 2020

Começou no sábado, 20 de junho, o inverno no Brasil. A estação, que é marcada por temperaturas mais baixas e mudanças bruscas nos índices de umidade do ar, exige cuidados redobrados com as crianças em tempos de Covid-19.

De acordo com o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Cptec/Inpe), o trimestre será marcado pela chegada das frentes frias. Massas de ar frio podem causar geadas em áreas de serra e até levar ao registro de temperaturas negativas. A estação também é conhecida por altos índices de umidade relativa do ar pela manhã, podendo chegar a 98% no período, mas com quedas consideráveis da umidade à tarde, para valores de até 40%.

Segundo a pneumologista pediatrática Ana Paula Cruz Gonçalves, do Hospital Sepaco, em São Paulo, doenças respiratórias virais (como a influenza) e doenças atópicas (como asma e sinusite, por exemplo) tendem a aumentar nesta época do ano, principalmente por conta da brusca mudança de condição climática em um mesmo dia. E em meio à pandemia, a preocupação com sintomas como tosse e falta de ar ganham uma dimensão ainda maior.

Então, como proteger as crianças das doenças respiratórias?

A primeira é dica é manter as vias aéreas hidratadas. “A lavagem nasal é ótima não só para crianças que estão congestionadas. Claro que quando há catarro a limpeza é fundamental, para evitar o agravamento da doença, mas mesmo sem congestão a lavagem ajuda a hidratar e limpar a mucosa”, explica a especialista.

A melhor forma de fazer a lavagem depende da faixa etária e da condição de cada criança, então o ideal é procurar seu pediatra para saber se no caso do seu filho o mais indicado é o spray, o conta-gotas ou a seringa.

Outra recomendação importante é: não deixe de vacinar o seu filho contra a gripe. A campanha nacional vai até o fim deste mês, e crianças de seis meses a menores de seis anos são grupo prioritário.

Tudo o que você precisa saber para combater os vírus respiratórios

Embora as crianças não estejam indo para a escola por conta da pandemia, o contágio ainda pode ocorrer por intermédio dos pais, que precisam sair para trabalhar ou fazer compras, por exemplo. Neste caso, vale a regra de ouro: lavagem frequente e adequada das mãos e uso de máscaras – inclusive para as crianças maiores de 2 anos se for necessário sair de casa.

Sempre que possível, expor as crianças ao sol também contribui bastante para o reforço da imunidade, graças à vitamina D.

Falta de ar ou ansiedade?

A Dra Ana Paula alerta para uma situação que tem sido comum em seu consultório durante a pandemia: algumas crianças manifestam falta de ar, mas o que parece ser uma crise de asma ou de bronquite é na verdade uma crise de ansiedade.

“As crianças estão passando muito mais tempo nas telas, e enfrentam também irritabilidade por conta do isolamento, então é importante observar eventuais casos de falta de ar que podem ser na verdade uma crise de ansiedade”, alerta.

Mas como saber diferenciar as duas situações?

Segundo a especialista explica à CRESCER, uma crise respiratória não passa quando a criança se acalma ou é acolhida. Então, vale experimentar acalmar seu filho antes de se desesperar e correr para o hospital. Caso sintomas como febre, tosse e falta de ar persistam ou pareçam se agravar, a recomendação é sempre procurar ajuda médica.

Dia Nacional de Controle da Asma

No domingo (21) foi lembrado o Dia Nacional de Controle da Asma, uma doença cuja incidência costuma aumentar durante o inverno. A asma é causada pela inflamação das vias aéreas e seu sintomas mais comuns são falta de ar, chiado no peito e tosse.

Segundo o DATASUS, o banco de dados do Sistema Único de Saúde, ocorrem no Brasil, em média, 350 mil internações por asma todos os anos. A doença é a terceira causa de hospitalizações de crianças pelo SUS. E pequenos com asma são grupo de risco para a forma mais grave do coronavírus, por isso é fundamental ficar atento.

“Uma criança com asma controlada, estabilizada, tende a desenvolver sintomas brandos caso seja infectada pela Covid-19, assim como a maioria das crianças. Mas se ela não estiver controlada, o risco de uma crise grave é altíssimo. Por isso é tão importante seguir o tratamento da doença corretamente”, alerta a médica.



Fonte: Revista Crescer



Leia também:

Projetos ambientais
Aqui você é o Reporter

Espaço Animal

A surpreendente velha amizade entre um cão e um golfinho

Leia Mais