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Japão supervisionará por satélite os efeitos de Fukushima e Chernobyl

Compartilhe:     |  20 de junho de 2014

Dois satélites japoneses serão lançados nesta sexta-feira ao espaço para acompanhar o impacto que os acidentes nucleares de Fukushima e de Chernobyl tiveram no meio ambiente. Os dois satélites, desenvolvidos pela Universidade de Kioto, serão lançados em um foguete ucraniano Dnepr de um centro espacial da Rússia, na região dos montes Urais.

Os dispositivos farão fotos regularmente das duas usinas nucleares e de seus arredores e receberão dados de instrumentos instalados perto das plantas, explicaram os responsáveis do projeto à agência “Kyodo”.

Além disso, farão um acompanhamento do nível dos rios para prevenir inundações e essa informação será enviada a um total de 22 países, incluindo Japão, Vietnã, Tailândia e Bangladesh.

Trabalhadores caminham em frente à obra da nova estrutura de proteção em Chernobyl (Foto: Genya Savilov/AFP)Trabalhadores caminham em frente à obra da nova
estrutura de proteção em Chernobyl
(Foto: Genya Savilov/AFP)

A universidade pública de Kioto criou os satélites com um orçamento de menos de 300 milhões de ienes (R$ 6,55 milhões) por cada um e, segundo seus dirigentes, são um passo fundamental para os esforços do Japão de realizar seu programa espacial com baixo custo.

Trata-se dos satélites Hodoyoshi-3, de 50 por 70 centímetros e 56,5 quilogramas, e Hodoyoshi-4, um tamanho ligeiramente maior e um peso de 63,7 quilogramas.

O foguete ucraniano Dnepr, de 34,3 metros de altura e 3 metros de diâmetro, foi fabricado originariamente como um míssil balístico chamado SS-18 e reutilizado como veículo espacial.

O lançamento desse projeto entre Ucrânia e Japão estava planejado para o ano passado, mas precisou ser atrasado, embora seus responsáveis neguem que tenha sido pelas tensões entre Kiev e Moscou.

A usina nuclear de Fukushima Daiichi ficou gravemente danificada por um terremoto e tsunami em março de 2011, causando a pior crise atômica da história após o acidente da usina ucraniana de Chernobyl em 1986.



Fonte: G1



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